Capitulo 6 - Rótulos

09/05/2011 17:41

 O sol refletia nos seus óculos escuros, e o vento esvoaçava o seu cardigã. Mas não era isso que mais a incomodava. Uma rebelião de fotógrafos a seguiam por todos os lados. Uns com as tais fotos pessoais, outros com sua voz irritante. Assim que chegou mais perto da casa de sua, a viu horrorizada olhando pela janela. Quando fechou a porta atrás de si, sentiu um alívio sem igual. O barulho havia quase sumido, e tomou um susto ao ver Stella e seu pai na sala, outra vez.

-Avisei que vinha. -V se desculpou. 
-Por isso estamos aqui. -Seu pai falou. 
-Queria, sente-se e conte essa história direito. -Gina foi sincera. 

Ela se sentou devagar e sem graça. Olhou várias vezes para os rostos anciosos de seus familiares, tentando imaginar o que pensavam ou o que esperavam que ela dissesse. Respirou fundo, e resolveu começar de uma vez por todas. 

-Bem... Quando disse que só voltaria quando fosse casar estava falando sério, então voltei. Mas... Nem eu esperava que fosse tão rápido. 
-Nem nós, pode crer. -Seu pai disse, atordoado. 
-Pois é. Então... É isso. -Sorriu com falsa alegria. 
-Quem é esse homem, Vanessa? -Sua mãe se preocupava com isso, só com isso. 
-Zac Efron, mãe. Já tem fotos deles em milhares de sites -Stella disse, reluzente. 
-E quem é Zac Efron? 
-O presidente da People. -V respondeu. 
-PRESIDENTE? 
-Isso aí. -Ela respirou fundo. 
-Você acabou de conhecer ele, Vanessa! -Sua mãe entrou em desespero. 
-Não, não, não! -V etendeu o que sua mãe estava pendando. -Eu o conheço a um ano. Estamos juntos a quase um ano. 
-Só um ano e vai se casar? -Seu pai falou com reprovação. 
-É uma situação complicada. O pai dele morreu há poucos dias, então ele está no controle da empresa. Mas, a meia-irmã dele quer ficar no lugar dele, e descobriu que ele só pode assumir a empresa se casar. Então, ele perguntou se eu queria correr o risco. E, eu não pude negar entende? -Ela começou o seu teatro dramático. -Ele estava disposto a desistir de todo o trabalho da vida do pai dele, se eu dissesse não. Mas, eu o amo muito e jamais iria deixar que isso acontecesse. Então, aceitei e estamos noivos. -Ela sorriu. 
-E cadê o anel? -Seu pai estava desconfiado. Era muito cinemática essa história. 
-Ele ainda não comprou, né. Decidimos nos casar ontem, você queria o que? -V e seu pai trocaram olhares desafiadores. 
-Mas, filha.. -Sua mãe começou e ela deu total atenção. Sabia que ela era muito frágil com essa história de casamento. -Você o ama realmente? Um amor que vai durar pra sempre? -Algo não deixou V responder de imediato. Era a sua conciência que segurava-lhe a garganta e impredia-lhe de mentir mais uma vez. 
-Amo. Claro que amo. -Ela sorriu o mais verdadeira que pôde. 
-E ele, ele te ama? -Sua mãe falava com aquela vozinha fraca, querendo que V negasse tudo. 
-Ama, mãe. -Ela sorriu estoneantemente. Toda aquela cena estava lhe dando náuseas e mais náuseas. 
-Já que você tem tanta certeza, não vejo problemas. Eu só quero que você seja feliz. 
-Serei, mãe. Eu prometo! -Aquela promessa era tão frágil quanto cristal. 
-Agora, Vanessa, me diz como vocês se conheceram há um ano, se há um ano ele estava em Los Angeles e você na Itália? -Stella pensou que a colocava na parede. Seu pai sorriu pela esperteza da filha mais moça. 
-Não fazem exatamente 12 meses, Stell. Faz mais um pouco, foi em uma das férias dele. A nos apresentou, e em um mês eu já estava apaixonada. -Ela sorriu parecendo apaixonada, olhou pro teto rapidamente e percebeu que ganhou a confiança da mãe. 
-Então, ele vem jantar aqui hoje? -A mãe falou animada. 
-Sim, sim! Ele está super animado em conhecer vocês, finalmente. -Ela sorriu. 
-Por que esconderam por tanto tempo? -Seu pai perguntou, com uma expressão indecifrável. 
-Justamente por causa desses idiotas que estão me perseguindo de ontem pra cá. -Olhou rapidamente para a porta.
-O que ele gosta de comer? -Gina perguntou alegre. 

Ui, V. Parece que que você deveria ter conversado mais com seu noivo. Vanessa fingiu procurar o "prato preferido" enquanto tentava se lembrar do Z havia comido no último jantar. Enquanto isso, disfarçadamente, colocou seu celular para tocar em uma chamada falsa. 

-Dois minutos, mãe. -Ninguém disconfiou da trama. 

V se afastou dos três e enquanto fingia falar com Z, esperava ele atender o celular. Sempre rindo e fazendo cara de apaixonada, ela ouvia o "tuuuu" sufocante do telefone. 

-Alô? -Pela primeira vez, ouvir a voz dele foi sua salvação. 
-O que você mais gosta de comer? -O riso de Z foi superior. 
-Vou adorar qualquer coisa que sua mãe fizer, meu amor. -Apesar da raiva ativada pelo riso dele, ela percebeu que provavelmente ele estava próximo a alguém do concelho. 
-Por favor, diz qualquer comida. Eu tenho que ser precisa com a minha mãe -Vendo que ele dava mais importância pro grupo de idiotas do que pra ela, cansou-se. 
-Vou mandar ela fazer sushi e ai de você se não gostar. -Estava prestes a desligar o telefone. 
-Ok, agora eu posso falar. 
-Ouviu o que eu disse? -A raiva subia gradativamente. -Vou mandar ela fazer sushi. -Ela pensou que ele odiava, como 80% das pessoas que conhecia. 
-Perfeito, é minha comida favorita. -V ficou com mais raiva ainda. 
-Ótimo. -Riu de si mesma.
-Eu não disse que precisávamos conversar sobre essas besteiras? -Z se sentiu O certo. 
-Ok, mas outro dia. Ainda estou fingindo muito feliz em falar com você. -Ela deu mais outro riso. 
-Você ligou pra saber do que eu gosstava na FRENTE dos seus pais?! 
-Não, seu bobo. Eles pensam que você ligou, sou esperta.
-Ah, certo. Então, até mais tarde, porque você me tirou de uma reunião. 
-Outra coisa!
-O que? Pensava que íamos conversar DEPOIS. -Ele passou na cara dela. 
-É depois. Só que meu pai vai perguntar se você gosta de esporte. E de que esportes. Então...
-Gosto de tudo praticamente, mas prefiro basquete. 
-Qual seu time? 
-Lakers! 
-Ótimo! O time do meu pai, você já ganhou trocentos pontos por isso. -Z riu. -Ok, pode voltar pra sua reunião, desculpe, mas foi uma emergência. 
-Eu entendo, e, de alguma forma, ajudou.
-Até mais. -V desligou sem esperar resposta. 

Ela se sentou bem alegre e felizinha. Sua mãe sorria constantemente para ela, parecendo acredtiar de verdade que ela estava apaixonada. Stell a olhava com uma pontinha de inveja, o que era bom. Mas seu pai... Olhava-a indescritivelmente perdido. 

-Desculpem, é que ele saiu do trabalho mais cedo e queria sair comigo pra tomar um café. 
-Que romântico! -Stell exclamou. V sorriu com náuseas mais uma vez. 
-Sim, estávamos falando do jantar, não é? Então, pode fazer sushi mãe. 
-Ele também gosta? 
-Nisso combinamos perfeitamente, nossa comida favorita! 
-Vou preparar as coisas! -Sua mãe levantou-se animada e sorridente. 
-Vou te ajudar, mãe. -Stell falou, logo depois que seu pai lhe sussurrou algo. 

Os minutos de silêncio que seguiram-se dalí pra frente, V não teve coragem de interromper. Seu pai parecia pensar bastante, o que a deixava completamente desconfortável. De repente, seu pai abriu a boca, mas logo fechou. Ela desciou o olhar, ainda esperando que ele dissesse qualquer coisa. 

-Uma mulher me ligou mais cedo. -Ele, enfim, disse. 
-Mulher? 
-Sim, uma tal de Miley. -V sentiu o coração gelar. 
-É a meia-irmã do Zac, a que quer roubar a empresa dele! -Ela disse tentando mostrar pro pai que ela era uma calculista. 
-Não me interessa o que ela quer fazer, isso é problema deles. E, você não devia se meter. 
-Não estou me mentendo. Provavelmente ela deve ter dito que o Zac me pagou, não é? Que eu estou fazendo isso por dinheiro, não é? 
-Isso mesmo. 
-É, ela quer que todos pensem isso, pro Zac perder tudo. Ela é louca! A conheci ontem e ela me ofereceu dinheiro. 
-Seja sincera comigo, Vanessa. Isso é realmente real? 

Ela queria dizer que não. Ela queria muito. Não queria colocar mais um motivo para que seu pai a achasse a pior pessoa do mundo. Mas era um risco que ela estava correndo, ela havia dado sua palavra. Agora tinha que arcar com as consequencias. 

-Sim, é real. Quando fui embora, estava querendo fugir de tudo. Não queria ser médica nem me casar com o Jeremy. Aquilo não era o que eu queria. Então corri atrás dos meus sonhos e ganhei o Zac de presente. Não saí de casa para lhe contrariar ou porque não tinha caráter. Saí de casa pra ser feliz. -A verdade que existia em meio a mentira fez algumas lágrimas caírem do rosto dela. Seu pai a olhou com espanto. -Queria que você sentisse isso, sabe? Sentisse a minha alegria em ser jornalista. Sentisse a minha alegria em poder escolher que caminho eu vou  seguir, quem são meus amigos, com quem vou me casar. Queria que entendesse que isso faz parte de mim. 

Greg continuou encarando-a por mais cinco segundos, quando aos poucos desviou o rosto. V fez o mesmo, aliviada por ter dito tudo aquilo. De alguma forma, tinha tentado fazê-lo entender. Ficou senta alí, calada por mais um tempo. Até perceber que o céu já estava escuro, e que ainda tinha que tomar um banho. 

-Bom, eu vou indo. Beijo, mãe, Stell. -Ganhou um beijo de longe da mãe e um aceno de Stell. -Tchau, pai. -Ela sorriu. 
-Tchau. -Ele disse, somente. 

Fechou a porta atrás de si, e percebeu que não haviam fotógrafos, ainda. As lágrimas rolaram pelo seu rosto, enquanto se abraçava e andava em direção a sua casa. Na rua da casa de A, sentiu os flashies e segurou as outras lágrimas que queriam descer. Pôs o óculos e tentou andar mais rápido. Assim que chegou em seu prédio, viu um carro preto, e quando olhou o relógio tomou um susto. Já eram 7h, provavelmente Z esperava por ela. 
Como ela previu, ele estava falando com o porteiro, provavelmente tinha acabado de chegar, ao vê-la ao longe o porteiro apontou pra trás e ele virou, sem acreditar. 

-Desculpe, perdi a hora na casa da minha mãe. -V se desculpou sinceramente. -Além do mais, me perseguiram do caminho até aqui, então tive que vir fugindo. 
-Eu já estou acostumado com esse assédio todo, você deveria se acostumar também
-Vou pedir pro porteiro abrir a garagem pra você. Pelo menos você espera lá dentro
-Obrigado pela hospitalidade. 

Sem mais nem menos, V deu o sinal pro porteiro e subiu despreocupada. Assim que chegou na sua casa, agradeceu por estar alí. Triou o cardigã, a blusa e ligou o som na sua playlist em aleatório. Era a única coisa desnecessária que havia desempacotado. Tirou a calça no corredor e foi escolher uma roupa em seu quarto. 
Enquanto isso Z ouvia Kings Of Leon no carro. Pensando em como falaria com os pais de V, e em como a pediria em casamento. "Isso já esta ficando humilhante" Pensou. E ainda tinha o fato de que o pai dela a odiava. Enquanto estava imerso em pensamentos, seu celular tocou. Uma mensagem de Jullian, um tanto desafiadora: "Suba pro apartamento dela, agora". 

-Como ele sabe que eu tô na casa dela? -Falou consigo mesmo, respondendo. 

A sequencia de mensagens foi aterrorizante. 

"Parece que o conselho botou alguém na cola de vocês! Estou vendo tudo ao vivo"
"Como assim?"
"Tem alguém seguindo vocês. Viu vocês chegando, NÃO SE BEIJANDO, e ao invéz de você subir como todo namorado de Los Angeles, está no carro. Sobe agora"
"Vou ligar pra ela, obg"

Ele ligou mais de quatro vezes e nada. O som estava alto, mas assim que V foi aumentá-lo mais ainda, seu celular caiu do móvel e ela viu as trocentas chamadas de Z.

-Alguém morreu, por acaso? -V perguntou. 
-Não, mas o nosso plano vai afundar. Abre a porta que eu tô subindo
-Você não vai vir pra minha casa, isso é abuso de privacidade
-Eu to falando sério, abra a porta. -Z desligou. 

Saiu do carro normalmente. Jullian o dizia a reação do concelho, que melhorou muito quando o viram entrar no looby. "Zac, tem um cara de frente pra varanda dela." Essa mensagem o fez pensar melhor sobre contar o que estava acontcendo pra V. Por sorte, o porteiro havia dito o número do andar e o apartamento de V, e no elevador ele pensou no que ia fazer para parecer tudo normal. 
V colocou um hobby, e colocou suas roupas que estavam espalhadas na sala, em cima da cama. Quando ouviu a campainha, abriu meio com raiva e foi pega de surpresa. Zac a beijou e depois sussurrou "Depois eu explico", voltando a beijá-la. Aquilo estava muito surreal. Mesmo com vontade de dar um tapa na cara dele, segurou a raiva e confiou nele, com medo de fazer algo de errado. Atravessaram a varanda aos beijos e assim que ficaram fora de alcance da janela, Z soltou-a. 

-Agora, pode me explicar? -Ela falou com raiva, limpando a boca.
-Posso. Tem um cara vigiando agente a mando do conselho. 
-No meu apartamento?! -Ela gritou
-Não, no apartamento da frente. Só a varanda é perigosa... -Outra mensagem de Jullian "Isso! Eles estão mais convencidos, mas muito mais alertas. Cuidado" -Pronto, esse beijo deu pro gasto. 
-Ok, eles são malucos. Isso é invasão de privacidade! 
-É, mas é melhor deixar assim, pra eles não ficarem com dúvida nenhuma
-Tudo bem, Vanessa. Se acalma, que você ainda vai enfrentar seu pai. -Disse para si mesma. -Acho que você pode esperar na sala agora, como um namorado normal, assistindo qualquer coisa. 
-Não precisa nem mandar. -Z falou áspero. 

Ela entrou no banheiro e fechou a porta. Seu coração ainda batia muito forte pelo susto e a raiva ainda pulsava nas suas veias. Olhou-se no espelho, diretamente para sua boca. Escovou seus dentes desesperadamente, como se fosse a última coisa que ia fazer na vida. Depois, tomou um banho frio. A água parecia evaporar quando tocava seu corpo. Lavou o cabelo e aos poucos, foi se sentindo menos nervosa pelo fato de alguém a espionar. Quando saiu do banheiro, ouviu o barulho irritante do canal de esportes que seu pai assistia e revirou os olhos. Certificando de que todas as cortinas estavam fechadas, colocou a calça preta jeans, combinada com a sua bota de cano curto preta, uma blusa dos Rolling Stones curta branca e seu cardigã preto. Ouviu seu celualr tocar e foi pegá-lo na sala enquanto penteava o cabelo.

-Oi, A -Sorriu
-Oi, sis. Tás onde? 
-Tô em casa ainda
-Z ainda não chegou?
-Na verdade, chegou sim. Mas saí tarde da casa de painho e mainha -Z a olhava conversar no telefone e pentear o cabelo e arrumar a bolsa, tudo ao mesmo tempo. 
-Ele odeia esperar -A riu. 
-Mas tá adorando, tá assistindo aquela porcaria que eu ainda não sei porque não tiraram o do ar. Aquele dos esportes...
-Ele está na sua casa? 
-É, minha filha. Longa história, estou me sentindo em um reallity show. 
-Me explica isso direito!
-Me liga mais tarde, que eu te explico. Agora vou me arrumar porque assim só chego na casa da minha mãe pro café da manhã.
-Certo, amiga. Te ligo, beijos. -A disse e mandou um beijo. 
-Beijos, hottie. -V desligou.

Naquela hora lembrou-se de Scott. No Brasil, uma vez, acontecera a mesma coisa. Enquanto ela se arrumava S a esperou assistindo o SportTV. Aquilo fez com que ela sentisse leves arrepios, e, como se Z tivesse lendo seu pensamento, indagou. 

-Você era tão fria assim com Scott? -Ironizou. Ela o olhou sarcasticamente. -Lembre-se que nos observam. 
-Estou lembrada. -Sorriu calmamente. -Não, não era. -Voltou no tempo, olhando para o teto. 
-Você ainda gosta dele. -Z falou, com um sorriso nos lábios. 
-Claro que não! -Ela disse, convicta. -Estava apenas lembrando. 
-Nem acredito que alguém conseguiu amar o Scott -Ele riu, desconsiderando as palavras de V
-Eu não amo o Scott! -Ela riu da afirmação ridícula. 
-Aham. Quando tiver na frente dos seus pais, finge que eu sou o S, ok? -Ele riu de novo. V sorriu incrédula. 
-Homens como Scott só me fazem ter mais vontade de achar o homem certo. Ninguém gosta de errar tanto duas vezes. 
-Então, não tenho nenhuma chance com a minha noiva? -Z falou brincando. 
-Não. Nenhuma. -Ela sorriu simpática. 

Os dois se olharam em silêncio por alguns segundos. Pela primeira vez V notou um brilho diferente nos olhos de Z. "Ele é pior que S, no que eu me meti, meu Deus" Pensou, perplexa. 

-Vamos, que meus pais nos esperam. -Disse, indo para o quarto apagar as luzes. 

Nesse meio tempo, o celular de V vibrou. Z pegou e viu "S". Abriu a mensagem e teve pena do amigo. "Miss u" Ouviu o barulho do salto de V e pensou se deveria mostrar para ela, mas lembrou de que se os dois voltassem a se apaixonar, ele ficaria em risco. Colocou o celular no mesmo lugar, e fingiu normalidade. 
No elevador o silêncio foi incômodo. Os dois contavam os segundos, e matinham sua atenção concentrada no mostrador, ao lado do painel de andares, que diminuía lentamente, causando mais ansiedade. Saíram de mãos dadas, em silêncio, até Z ligar o som do carro. 

-KOL? -Disse pelas iniciais. 
-É.
-Você realmente escuta? -Ficou impressionada. 
-Não, coloquei no som pra o clima ficar mais romântico. -Ironizou, revirando os olhos. -Não tenho o direito de escutar? 
-Não deveria, mas tem. 
-Por que não deveria? 
-As músicas são muito profundas para alguém tão superficial como você. 
-Você não me conhece, ok. 
-Não é preciso te conhecer pra saber o teu tipinho. 
-Qual o problema de vocês, mulheres? Ou o homem é um canalha ou é o príncipe encantado. Estão sozinhas por isso: rotulam demais. E, acham que sabem demais. Querem prever nossos passos de acordo com o rótulo de vocês, e uma hora vão errar, vão cair. Porque o príncipe encantado vai olhar pra bunda da Britney e o canalha pode sim te esrever uma música. 

Depois dessa, V ficou calada, processando. Odiou admitir que Z estava certo, mas guardou para si mesma. Antes do refrão, aumentou o som do carro, visando quebrar o desconforto pelo silêncio. Ela começou a mover os lábios com a letra da música, enquanto olhava pelo vidro, a cidade agitada. Conforme a música foi correndo, o desconforto anterior foi sumindo e os dois estavam imersos na música, esquecendo da richa que tinham. Porém, quase que cinematicamente, os dois, sem intenção, aumentaram o tom de voz, no mesmo timbre, no mesmo instante, na mesma frase. 

-... Someone like you  ...

Se entre olharam sem mais palavras. V avistou a casa dos pais, e apenas com gestos pediu para que Z parasse. O silêncio foi quebrado pelo barulho de uma mensagem no celular de V. Apreensivo, Z analisou sua expressão. 

-Ashley? -Tentou começar uma conversa. 
-Não, Scott. -V respondia o "Where r u?" com um "My mother's with Z"

Os dois saíram do carro, ainda afastados. Quando chegaram mais perto da porta, os sorrisos apareceram e os dois ficaram mais próximos, entrelaçando as mãos logo em seguida.

-Boa sorte -V falou. 
-Obrigado. -Z respondeu, um pouco nervoso. 

A porta se abriu, Stell atendeu educada e deslumbrada. 

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HAHA, por hoje é só. Mas... Como será que Z vai pedir V em casamento para o pai dela? E será que Greg vaiser bonzinho com Z? Isso, só no próximo capítulo! Comentem!

Well, eu estou bem da conjutevite, e estou de volta às aulas, então voltaremos àquele esquema: todo sábado, capítulo. Certo? 
Uma coisa MUITO IMPORTANTE: Eu, estou pensando em mudar o site para o Tumblr. Não sei, foi uma ideia que tive. Quero saber a opinião de vocês, ok? Terá uma enquete, na barra lateral, antes do Player. Votem, e nos comentários dêem sua opinião dizendo o porquê de votarem no Tumblr ou no Webnode. E se tiverem outra sugestão, digam também! 

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Um beijo, até o próximo tweet. s2 

 

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