Capitulo 56 + Aviso

25/01/2011 14:11

jAs duas semanas passaram lenta e calmamente. Entre as noites sem dormir e as noites agarrados embaixo do edredom, entre dias românticos e dias divertidos e entre tardes apaixonantes e tardes contagiantes. Senti que aproveitamos muito bem nossa lua-de-mel. 
Enfim, chegara o dia que iríamos para New York, para o nosso apartamento. Ele não me contara nenhum detalhe sequer e isso me angustiou durante o dia que se passou. Ele guardou as chaves no bolso da calça, mas não consegui pegá-las para ver onde tinham sido feitas ou coisa do tipo. A única coisa que ele me dizia era "Você vai adorar"

-Não está esquecendo nada não é? -Ele disse preocupado, já que existiam muitas coisas minhas alí. 
-Não, nadinha. E você, heim? -Disse olhando para o Ray Ban aviador dele em cima da TV.
-Ah, é que eu usei ontem à tarde... -Ele inventou uma desculpa. 
-Aham, sei. -E peguei duas malas para ajudá-lo 

O problema maior foi no táxi. Tivemos que chamar outro porque a mala do primeiro era incrivelmente pequena, mal cabiam três malas. Então esperamos mais até chegar um big táxi onde couberam as 11 malas e nós dois. 
O embarque foi rápido e simples, e em menos de vinte minutos estávamos em nossas poltronas apenas esperando os outros passageiros se acomodarem e arrumarem suas coisas. Com medo de enjoar igual à última vez, tomei meio remédio para enjoo e antes mesmo que o avião decolasse eu estava apagada no ombro de Zac.
Ainda estávamos voando quando acordei, provavelmente já estávamos no continente Americano. Ouvi Zac ao telefone, possivelmente com Scott, então não abri os olhos, apenas escutei. 

-Não, ainda faltam duas horas. -Ele disse. -Ela está dormindo, da outra vez enjoou muito. -Uma pausa. -Não, não mostrei à ela. Quero que tudo seja uma surpresa. -Uma pausa menor. -Claro que vai, Ashley aprovou. -Uma mini-pausa. -É alugado, mas provavelmente, dependendo dos lucros da empresa, eu vou comprá-lo. Não está muito caro não, mas o dinheiro que gastamos com o casamento, não tem nem condições. -Uma pausa bem grande. -Não, Scott. Deus me livre fazer empréstimo agora. É muita burocracia, além do mais, eu estou quase convencendo ela com a história do filho, então sem chances. -Nessa hora eu não aguentei. 
-O que?! 
-Você acordou?
-Claro que acordei. Na verdade há um tempinho atrás... hihihi. -Ele me olhou com raiva. -Não fique chateado, nem ouvi nada direito. 
-Scott eu vou desligar, quando chegar em New York te ligo. -E desligou o celular. -O que você ouviu?
-Que coisa, amor! Não ouvi nada de importante! Só a parte do empréstimo. 
-Ainda bem. -Ele se tranquilizou. Então tinha MUITO MAIS coisa. -Mas porque fez isso? Que coisa! -Ele ficou chateado. 
-Só pra brincar, não ia ficar ouvindo suas conversar APESAR de ter todo o direito de saber o que eu não podia ouvir. 
-Não é que você não possa saber, é que não pode saber por mim. -Era alguma coisa com Ashley, tinha certeza.
-O que houve com ela? Zac, é grave? 
-Não, é até bom. Só que prometi não contar pra você, desculpe meu amor. -Ele beijou meu nariz.
-Vou ligar pra ela. -Fiz uma pausa. -Falta quanto tempo para chegarmos?
-Umas duas horas ainda, pode ligar. -Ele sorriu. 

Peguei o celular e disquei o número nervosa. O que será que tinha acontecido? O que ela conseguiu fazer de besteira em apenas duas semanas comigo fora?

-Oi, best! -Ela respondeu com a voz cansada. 
-Amiga, ta tudo bem?
-Tá sim, só to cansada... Já chegou? 
-Não. Na verdade eu liguei porque ouvi uma conversa do Zac com o Scott... e ele me falou que não podia falar do que realmente se tratava, mas que tinha haver com você. Estou muito preocupada, sis. Me conte, vá -Ela riu no telefone. 
-É exatamente por isso que estou cansada. Bom... eu ia te falar quando você chegasse, mas tudo bem. Vou começar do começo. 
-Ok, dona Ashley. -Eu sorri.
-Desde que você viajou que eu tenho estado indisposta, cansada demais e passando mal com tudo. Então eu fui no médico né. Pois é, aí ele mandou eu fazer um exame de sangue. Aí quando eu faço o bendito do exame de sangue, você não sabe!
-Para de fazer suspense, Ashley! -Eu estava nervosa. 
-Descobri que estou grávida! 

Não consegui reagir. Ashley... grávida? Como assim? Não sei porque, mas a notícia foi chocante e me fez lembrar dos enjoos absurdos que tive na viajem à Paris. 

-Amiga? -Ela perguntou. 
-SÉRIO? AAAAAAAAAAWN -Que coisa linda. Ela ia acabar enlouquecendo a criança, mas iria ser uma boa mãe. 
-Eu tô tão feliz, amiga! 
-Awwwwn! E você e o Scott vão casar, morar juntos? -Senti que a voz dela murchou. 
-Agente brigou. 
-Como assim?
-É, quando eu contei, ele disse que não tava pronto pra ser pai, que isso não tava certo. Sugeriu que eu abortasse. 
-É O QUE?
-Calma. Mas ontem ele veio falar comigo, me pediu desculpas, e disse que ia assumir a criança. MAS, agente ia continuar na mesma. Eu ainda estou chateada, mas pelo menos ele voltou atrás e está me tratando bem.
-Eu nem comento essas coisas do Scott, nem comento mesmo. -Zac revirou os olhos defendendo o amigo. 
-Nem precisa. Mas, está tudo ótimo, estamos bem, e se Deus quiser vai continuar bem. 
-Claro que vai. -Nesse momento a luzinha que indicava "Desligue os aparelhos eletrônicos" acendeu. -Amiga, vou ter que desligar. O avião vai descer. 
-Ah, claro. Vai lá, e me ligue mais tarde ok? 
-Ligo sim, sis. Beijos.

Desliguei e olhei pra Zac revoltada com Scott. 

-Seu amigo é um retardado!
-Não, ele só não bate bem da cabeça. Só isso, amor. 
-Como ele fala uma coisa daquelas pra Ashley?! Ele é tapado é?! Ou não aprendeu que não existe sequer UMA pessoa que consiga conceber um filho SOZINHA? -Ele riu. 
-Calma, meu amor. Ele já voltou atrás e vai ficar tudo bem. 
-Odeio quando você defende ele, sabia? 
-Não estou defendendo, apenas acho que se ele voltou atrás e se ela perdoou, tá tudo certo.
-E essa história de não morar junto com ela quando o bebê nascer?
-Aí você tá querendo demais do Scott. Pode ser que daqui pra lá ele mude de idéia, mas agora, se ele dissesse "vamos morar juntos" eu não o reconheceria. -Deu raiva. 
-Ainda bem que ele nunca te influenciou em nada sabia? Graças a Deus mil vezes! -Ele riu e me deu um beijo. 
-Você é muito bobinha, sabia?

Dei língua pra ele e ele riu. Ficamos abraçados esperando as rodas do avião tocarem suavemente o chão. Assim que isso aconteceu, subiu uma ansiedade dentro de mim. New York de novo. Eu estivera aqui em maio do ano passado. As lembranças eram vagas e ruins. Mas assim que o avião foi parando, eu percebi que seria diferente. Eu agora estava casada. Lembrei do dia no Hotel em que Chace me disse em lágrimas: "Depois desse mês você vai voltar pra Londres, voltar pra ele. Vai casar com ele, e ter filhos com ele. Mas eu preciso de você agora" Ele estava certo. Pelo menos na parte do casar, ele estava certo. Eu nunca amei Chace. Porque quando se deixa de amar alguém, é porque na verdade nunca amou. Mas, eu aprendera muito com ele. E somente por isso, ele estaria sempre no meu coração. 
Quando saímos do aeroporto, no táxi, fiquei olhando aquela paisagem tão conhecida e tão amada. Desde os meus 7 anos eu sonhava em vir aqui e morar aqui. Nunca pensei que conseguiria juntar amor com sonhos. É uma equação difícil, mas se você quiser tentar, acredite, o resultado é espetacular. 

-Pra onde vamos? -Perguntei sugestivamente para Zac.
-Pra nossa casa. -Ele sorriu.
-E onde ela fica, exatamentre? 
-Madison Ave, 135. -Ele disse pro taxista. 
-No Central Park?! -Eu me assustei. -Na Madison?! -OMG! -Ele riu de mim.
-Espero que goste do apartamento. 
-Duvido que seja ruim na Madison. -Eu o beijei. 
-E fica perto de tudo. Do meu trabalho, do seu trabalho, tem supermercado perto, tem parque perto, tem escola perto.. 
-O quesito escola nem é tão interessante assim, né? -Disse com um fio de esperança que ele concordasse.
-Claro que não. É muito importante -Eu encostei minha testa em seu ombro. 
-Vai começar, né? 

Ele apenas riu e adiou nossa conversa sobre filhos. Quando chegamos ao prédio eu senti meu estômago criar borboletas. E quando entrei no apartamento, tomei um susto. Eu juro que já havia visto ele em algum lugar... na verdade em um diário meu. Quando eu tinha 10 anos, dezenhei muito mal o meu "apartamento dos sonhos". Ele era relativamente pequeno e aconchegante. Na sala as paredes brancas o o teto azul bebê, puxado pro branco, como se fosse o céu. Uma TV média, dois sofás da cor do teto, e uma pequena estante que no apartamento estava com fotos e livros. A cozinha, era mais extravagante com as paredes vermelhas, e balcão, mesa e cadeiras prateadas. Eu havia desenhado-o com três quartos, e assim estava feito. O maior, com as paredes e o teto imitando a sala, com uma TV na parede e uma pequena varanda invejável. A cama branca de casal, e os quadros-retratos na parede diziam que ali era nosso quarto. Era uma suíte, porém isso não estava no eu antigo desenho. Os outros dois quartos seguiam o padrão da sala, e estavam vazios, ainda sem utilidade. Eu não sabia que ele lembrava do desenho que mostrei ainda quando não estávamos namorando e acrescentei "ainda quero ter um apartamento desses".

-Eu não acredito! -Disse com lágrimas nos olhos. 
-Gostou? -Ele riu ansioso. 
-Nem acredito que você fez isso! -Eu olhava pra cada detalhe que relembrava aquele pedaço de papel. -E como não gostar? Como não amar? -Eu o abracei ainda sem acreditar muito. 
-Quero que você se sinta bem aqui, quero que sinta que aqui não é sua casa, mas que é seu lar. -Ele beijou minha testa demoradamente. 
-Obrigada. -Foi a única coisa que consegui pronunciar.

Ele sabia do meu medo de dar tudo errado. E aquilo era como se ele prometesse pra mim que não iríamos cometer os mesmos erros dos meus pais. O teto azul era pra que quando o olhássemos, lembrássemos do quanto imenso o nosso é, como o céu. A parede vermelha, era pra sempre lembrarmos o quanto o nosso amor era vivo. E os quadro-retratos espalhados pelo corredor e pelo nosso quarto era para nunca esquecermos quem era nosso amor. 

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Espero sinceramente que tenham gostado, pois eu fiz com muito carinho. (: Comentem, critiquem, elogiem e divulguem. 

Como avisei pelo twitter, e no título do post, tenho que dar um aviso importantíssimo para vocês. É o seguinte: eu vou começar a ter inglês todos os dias pela manhã, a partir do dia 08/02. E isso quer dizer que eu terei que estudar para o colégio e para o vestibular à noite. Por esse motivo, estarei excluindo a conta do twitter, a conta do tumblr e a conta do formspring, para não perder o foco. E, a única coisa que não vou excluir é o Smark. 
Por quê?
Porque eu realmente gosto daqui e pretendo continuar escrevendo pra vocês. Sintam-se honrados, hehe. E porque também tem Committed, e estou muito empolgada para escrevê-la. Mas tem um porém. Só vou poder postar capítulos aos sábados ou domingos, e vou assumir um compromisso com vocês de postar todos os sábados e/ou domingos. Durante a semana estudo e no fim de semana corro para escrever pra vocês. 
Espero que entendam e compreendam a minha situação. Obrigada a quem leu até o final. 

Quem ainda não leu, leia o post ATENÇÃO abaixo do capítulo 55 e não esqueçam de ficar ligados na comunidade, se querem notícias de Committed. 

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Beijos s2

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