Capitulo 55.

22/01/2011 01:38

Foi nauseante a descida. Fiquei enjoada dos pés a cabeça, há pouco de vomitar no avião. Europa é uma coisa séria pra descidas de avião, sempre um ventinho atrapalha. Zac me abraçou em todo o momento, e quase engoliu a aeromoça porque ela não pegou água pra mim. Sentia o avião tremer e aquilo fazia meu estômago se retorcer, de vez em quando eu soltava um suspiro de agonia. 

-Já ta acabando viu? -Ele afagava meu cabelo. 
-É por isso que eu não gosto da Europa. Essas malditas tempestades, avá. -Senti uma ânsia enorme de vômito. -Mas esse enjôo todo meu não é normal. Acho que vou vomitar. 
-Calma, respira fundo. -Ele levantou minha cabeça do ombro dele. -Quer água? 
-Uhum. -Eu não queria falar muito, sério. 

Ele apertou três vezes repetidas o botão da aeromoça. Ela desligou a luzinha, mas não veio. Então ele tirou o cinto e levantou. Ela veio correndo. 

-Sr. por favor, sente-se. O avião está passando por um momento de turbulência. 
-Só vou me sentar quando você for educada e pegar uma água para a minha mulher. -Adorei o "minha mulher". 
-Ok, Sr. Sente-se e eu irei pegar a água. -Ela disse nervosa. 
-Pegue a água, eu espero aqui. -Ele foi firme. 

O avião parecia que ia cair. Ia de um lado pro outro sem poder descer por causa dos ventos. 1, 2, 3, 4. 1, 2, 3, 4. 1, 2, 3, 4. Eu contava a minha respiração para não vomitar. 

-Aqui está, Sr. 
-Obrigado pela gentileza. -Ele sorriu sarcasticamente. 
-Por nada. -Ela disse falsamente. 

Ele se sentou, colocou o cinto e me deu a água. Tomei devagar, e me concentrei no gosto insípido e fechei os olhos para não perceber que o avião balançava. De olhos fechados, senti minha mão sendo segurada e logo depois senti um beijo nela. Segurei na mão dele. Quando terminei a água, me aconcheguei que nem criança ao cobertor nos braços dele. Ele me acolheu e me deu um beijo no cabelo. 

-Fecha os olhos e tenta dormir. -Ele disse suavemente. 
-Uhum. -Eu me aconcheguei mais nele. 

Eu só conseguia dizer "Uhum". Se eu falasse mais alguma coisa minha cabeça rodava junto com meu estômago. Que estranho. Eu nunca tinha me sentido assim antes. Ou eu tinha comido muito de manhã ou meu organismo estava mudando. So weird.
Acordei com Zac acariciando meu rosto, parecia que tudo tinha sido um terrível pesadelo que felizmente tinha chegado ao fim. Sem treme-treme, sem mexe-mexe, sem vai-e-vem. Amém

-Meu amor, chegamos. -Ele sorriu procurando qualquer sinal de enjôo no meu rosto. 
-Estamos em terra? -Disse com medo que tudo voltasse. 
-Estamos, nesse momento chegamos à ville de la lumière, d'amour et de revês. -Ele falou poeticamente. 
-Não sabia que você falava francês. -Eu sorri. 
-Na verdade só aprendi algumas frases. -Ele sorriu. 
-Hm, então vamos testar suas frases. Je t'aime de tout mon coeur. -Eu sorri. 
-Eu também. -Ele respondeu e nos beijamos. 

Depois pegamos a mínima bagagem de mão e fomos em direção ao Aeroporto de Paris. Eu me sentia em um sonho. Na cidade do amor com meu príncipe encantado. Enquanto andávamos pelo lotado saguão do aeroporto, agora com nossas malas, pude sentir o friozinho a mais que corria em nossa direção através da porta principal do aeroporto. E assim que saímos encontramos a Paris iluminada. O taxista nos ensinou como chegar a alguns pontos turísticos e nos desejou boa sorte em nosso casamento. Simpático ele, né? 
O hotel era bem aconchegante. Nada de OMG, mas eu me sentia confortável e acolhida. Eu me sentei na cama e dobrei meus joelhos, cruzando meus pés. Ele colocou as malas da gente perto do guarda-roupa e ficou me observando o observar. 

-Está melhor? 
-Acho que sim. Agora eu consigo falar. -Rimos. -Vamos na Torre Eiffel, amor? -Eu disse maravilhada. 
-Tem certeza? -Ele disse cauteloso. -Acho melhor agente ficar aqui, pelo menos por hoje. 
-Own
-Amanhã agente vai, eu te prometo, ok? -Ele me mandou um beijo no ar. 
-Não aceito esse tipo de beijo depois de casada. -Levantei o rosto e fechei os olhos. Ele riu e senti a aproximação dele. 

Ele beijou minha bochecha, depois minha testa, depois meu nariz até enfim beijar minha boca. Ele apoiou os dois braços na cama enquanto me beijava e isso aos poucos nos fez pender para trás até estarmos completamente deitados, um em cima do outro. Voltamos a nos beijar, e quando dei a entender que queria um pouco mais que beijo ele se afastou, ainda pensando na minha saúde. 

-Vamos com calma, você tava quase desmaiando no avião, né amor? 
-Não tô mais quase desmaiando, e já que não vamos à Eiffel, acho muito justo estrearmos a cama. 
-Safada -Ele me deu mais um beijo e mordeu meu lábio inferior. -Eu bem que queria estrear a cama, mas sua saúde é prioridade, ok? 
-E quem falou que sexo não é saúde? -Ele riu de mim. 
-Tô falando da saúde do seu estômago, amor. -Ele ainda ria. 
-Ele tá ótimo, acabei de receber um aviso... mudo. -Rimos. 
-Amor? Tô falando sério -Ele disse sentado na beira da cama. 
-Eu também -Coloquei meus braços por dentro da sua camisa, alisando seu peitoral. -Eu tô falando muito sério -Falei com a voz melosa. Dei um beijo no pescoço dele e outro no rosto, ainda o alisando. -Hm, o que me diz? 
-Sinceramente, eu não entendo as mulheres. -Ele ainda se controlava, e eu ia seduzí-lo até ele perder o controle. Ele podia ser de ferro, mas de aço né não. Nenhum homem é. 
-E pra que entender, hm? -Me apoiei no ombro dele, e encaixei em seu colo antes que ele levantasse. -Você não vai fugir, amor. -Ele suspirou e sorriu. -Para com isso, vai. -Dei beijos intercalados em sua boca. Acariciei seu rosto e pus minha mão direita por deibaixo da sua blusa cinza claro, mas dessa vez subindo-a.

Ele enfim, cedeu. Me deixou tirar sua blusa e logo depois me abraçou firme com o braço direito, me dando um beijo que ignorava todos os padrões de romântico, me surpreendeu. Acho que fui longe demais. 
Ele praticamente arrancou a blusa do meu corpo. Me levou mais para o meio da cama, ainda eu seu colo. Segurando meu busto com as duas mãos, ele beijou meus seios, e alí mesmo tirou meu sutiã. Com um braço me deitou bruscamente na cama, e eu desabotoei meu jeans enquanto ele tirava a calça dele. Ele o tirou, jogando-o pra longe. Voltou a me beijar intensamente, prendi meus braços em seu pescoço e mais uma vez eu estava encaixada em seu colo, aos beijos, com um movimento regrado e viciante. 
Ele segurou minha nuca e me fez cair pra trás aos poucos enquanto ele avançava e alisava meu corpo levemente. Encostada na cabeceira da cama, ele entrelaçou nossos dedos. Com a mão livre ele tirou minha calcinha e pelo o que senti, sua boxer também. Logo me encaixei nele mais uma vez e ele começou com um rítmo gostoso e um tanto rápido. 
Não sei porque, mas com ele era diferente. Eu já havia transado com muitos homens, e eu jamais me sentia amada e desejada daquela maneira. Era como o encaixe perfeito, ele sabia exatamente como me deixar em êxtase. E aquilo não foi com um tempo, foi desde sempre. Ele sempre conseguia fazer exatamente o que eu queria, sem ao menos perguntar o que me daria prazer.
Com o rítmo e meu nível de satisfação, logo estávamos deitados novamente na cama. Eu me perguntava de onde saía o ar que eu estava respirando, porque eu simplesmente não estava pensando direito. Apesar de não parar nenhum momento, ele fazia questão de dar beijos na minha barriga, no meu pescoço e na minha boca. Cada parte que ele tocava do meu corpo, era a sensação de colocar gelo na pele muito quente, mas eu sentia que ele também estava quente. Literalmente quente.
Fui ao céu e voltei, mas juro que queria ficar mais um pouco lá em cima. Pelo gemido que ele liberou, acho que ele sentiu a mesma coisa. Ele diminuiu o ritmo, ainda acariciando meu corpo. Agora apenas nos beijávamos, com a respiração ainda ofegante, e com plenos sorrisos nos lábios, abraçados. 

-Homem é tudo igual, é só agente dar um carinhozinho que já ataca. Nem pensa na saúde das pessoas, que coisa... -Brinquei envolvida em seus braços. 
-Carinhozinho? Se eu tivesse me controlado mais um pouco você tinha tirado minha roupa -Ele sorriu e me beijou pausadamente. 
-Como você adivinhou qual era meu próximo passo? -Eu sorri o puxando mais pra perto. 
-Eu conheço você, sua safada. -Ele me beijou e depois deu um beijo no meu pescoço. 
-Olhe o respeito, viu? -O beijei. 
-Quer respeito é? -Ele riu, me beijando pausadamente. -Quer? -Continuou me beijando. 
-Uhum. -Respondi com os lábios dele nos meus. 

Ficamos nos beijando apenas curtindo a madrugada. Ele me beijava com tanta ternura, com tanto amor, era tão mágico e tão real. Depois fomos assistir televisão. Sim, eram quase cinco da manhã e iríamos assistir televisão. Ele colocou no canal de Law & Order, mas eu não aguentei cinco minutos acordada. Ele me cansava muito, que coisa. 
Dessa vez, eu acordei com beijos que iam da base de minhas costas, passavam pela minha nuca e chegavam a meu rosto, procurando meus lábios. Sorri ainda de olhos fechados.

-Bom dia, príncipe. -Me virei para ele. 
-Bom dia, sunshine. -E enfim beijou meus lábios. 

Mal me levantei, vi uma bandeja com café da manhã. Sorri grata e ele respondeu com um cheiro em meu rosto. Comemos juntos. Ele até brincou de aviãozinho comigo. Super infantil, mas eu gostei. Awwwwwwn. Eu dei a panqueca na boca dele também, não me chamem de criança. Eu só sou uma pessoa apaixonada. 

-Está com disposição pra ver Eiffel, meu amor? -Ele perguntou como pergunta pra macaco se quer banana. 
-Claro que estou! Depois de uma noite dessas eu tô com disposição até pra pular da Eiffel! -Ele me beijou. 

E no meio do nosso momento romântico batem na porta. Ai, que raiva. Odeio quando me atrapalham E principalmente quando eu estou com ele e me atrapalham. Se for serviço de quarto eu bato na camareira. Ele levantou calmamente, e antes de abrir a porta olhou para mim.

-Que foi? -Eu abaixei o rosto e percebi que estava sem roupa e sem lençol. Ops. Puxei o lençol para cima dos meus seios e sorri envergonhada. -Hihi, pode abrir. 

Ele riu e abriu a porta rindo. Conversou rapidamente com a pessoa, que pela voz era um homem, e fechou a porta. Então ele me fez uma proposto irrecusável. 

-Está saindo uma "excursão" daqui a meia hora. Vai querer ir? 
-Agente pode ir? -Disse entusiasmada. 
-Por que não poderia? -Fiz o sinal de dinheiro. 
-Estamos na nossa lua-de-mel, podemos tudo ok? 
-Então tá, vou só tomar banho!
-Lembre em meia hora sai a excursão, viu? -Ele disse automaticamente quando mencionei a palavra banho. 

Foi lindo. Tudo muito lindo. Vimos a Torre Montparnasse, a Catedral Notre Dame, o Ivalides, os Jardins de Luxemburgo, o Hotel De Ville e o Museu do Louvre. Quase todos a Sul do Rio Sena. Era tudo muito perfeito, tudo muito mágico. Eu estava me sentindo me um filme da Disney, literalmente. Já de noite, passamos pelo Arco do Triunfo e seguimos para a atração principal: a esperada Torre Eiffel. Quando chegamos perto, não aguentei de emoção. Era tão linda, tão brilhante, tão incrível. Os "oooooh" no ônibus foram unânimes. Com certeza uma vista que vai ficar para sempre na minha memória. E, incrivelmente, aquela torre transbordava amor. Não sei se pelo simbolismo que era importo à ela pelo mundo, ou pelos milhares de casais que já passaram por aqui. Sem pensar muito, só conseguiram sair três palavras da minha boca. 

-Eu te amo. -Dissemos juntos.

Tudo combinado por Deus, e inesperado para nós dois. Em meio à luz e ao romantismo nos beijamos em frente à torre. Quando abri meus olhos e vi aquele sorriso tão meigo que sorria pra mim, foi completamente realizante. Eu estava em felicidade plena. Eu não, nós estávamos em plena felicidade. Era uma nova fase, e eu sentia que estávamos começando com o pé direito!

--x--

Gostaram? Espero que sim, hihi. 

Bom, gostaria que quem ainda não leu, leia o post ATENÇÃO que está logo abaixo do capítulo 55, e que realmente entenda e comece a agir. Obrigada a todos que se sensibilizaram e estão ajudando. Obrigada de coração. s2

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Beijos s2

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