Capitulo 54.

17/01/2011 13:05

Na limousine trocamos beijos, carinhos e palavras doces. Antes de sair eu havia colocado o "resto"do vestido, afinal tem que fazer tudo o que manda o figurino, não é? Também acho. Chegamos ao Hotel e ele pegou as chaves da master suite. Quando chegamos na porta do quarto, me pegou no colo. Rimos e eu o ajudei a abrir a porta. 
Ele me colocou no chão e nos beijamos. Finalmente a sós. A sensação foi como se o mundo fosse nosso. Nós poderíamos fazer o que quiséssemos, e irmos aonde quiséssemos porque agora nós éramos a nossa própria família. Aquele beijo era mais que paixão, era tipo aquele amor que falam, o amor pra vida toda. Éramos nós dois e mais ninguém. 
Eu tomei a iniciativa. Fui tirando o smoking dele e em meio segundo senti o fecho éclair do meu vestido descer lentamente. Entre alguns olhares maliciosos fui desabotoando a camisa incrivelmente branca dele, enquanto sentia meu vestido escorregar por meu corpo. Praticamente despidos, ele me conduziu até a enorme cama que ficava no centro do quarto. 
Na cama, ele beijava meu pescoço como nunca antes. Eu sentia meu corpo esquentar a cada toque e carícia, fazia tempo que eu não me sentia tão desejada assim. Inverti a posição, encaixando na cintura dele. Ele me olhou de cima a baixo, desde o meu cabelo solto, até a minha lingerie vinho tomara-que-caia com strass nas bordas.

-Então era pra isso que você queria minha opinião? -Ele disse segurando firme a minha coxa. Eu sorri de lado.
-Gostou? -Disse alisando seu abdômem. 

Ele não respondeu, apenas levantou o corpo aos poucos enquanto beijava desde a minha barriga até a minha boca. Amei a resposta. Desta forma, eu fiquei sentada em seu colo, sentindo meu sutiã cair ao meu lado. Meu corpo estava fervendo, sentia meu sangue pulsar cada vez mais rápido nas veias, como a batida de uma música muito, muito, muito agitada. Ele queria me deixar louca, só podia. Queria ver até onde era o meu limite: beijava minha coxa, puxava a lateral da calcinha com a boca e depois voltava pra minha coxa de novo. Eu sentia dez mil arrepios que começavam na base das minhas costas e subiam lentamente até chegar no meu pescoço. Toda vez que eu mordia o lábio ele ria maliciosamente, como se estivesse brincando comigo. 
Meu limite chegou. Eu estava completamente ofegante e resolvi com o pouco de razão que ainda tinha no meu cérebro que ia entrar no joguinho dele. De joelhos fui o empurrando para a cabeceira da cama. O último empurrão foi mais brusco e ele riu enquanto me via encaixar novamente em seu colo, mas dessa vez sem calcinha. 

Acordei com o calor do sol nas minhas costas nuas. Abri os olhos devagar, mas não virei o rosto na direção da luz. Ainda imóvel fiquei observando Zac dormir tranquilamente. Ele parecia um anjo. Sorri de leve só de vê-lo tão perfeito dormindo. Meu anjo, meu marido. A palavra ainda era estrangeira no meu dicionário, mas logo eu me acotumaria. Interrompendo meus pensamentos, ele procurou meu corpo na cama, ainda de olhos fechados. Como eu estava quase do outro lado, ele não me achou, franziu os olhos e os abriu. Respondi com um enorme sorriso.

-Bom dia. -Eu disse alegre. 
-Bom dia, meu amor. -Ele piscou os olhos demoradamente, ainda sonolento. -Não era pra eu acordar antes e te trazer um café na cama? -Eu ri do jeito e da voz com que ele falou isso. 
-Acho que sim. Se eu fosse Angelina Jolie e você Brad Pitt. -Ele riu. 
-Não só eles dois. Tem tanto filme que tem isso. Você chora em todos. -Nós dois rimos.
-Bobinho. Ver você dormir é melhor que café na cama sabia? -Alisei o cabelo dele. 
-Sabia, foi por isso mesmo que não me acordei mais cedo! -Ele brincou e nós dois rimos. 

Ele me chamou pra perto com a mão e ficamos abraçados apenas nos olhando. Nosso diálogo mudo outra vez. Nos braços dele eu era tão feliz, tão completa. Enquanto eu o olhava ele me deu um beijo demorado na testa e outro na minha boca. Ficamos alí, no nosso momento íntimo e suave por um bom tempo. 
Depois tomamos banho juntos, trocamos de roupa e descemos para tomar café no enorme restaurante do Hotel. Entre carinhos e brincadeiras comemos e chamamos a atenção de muita gente. Incrível que quando eu tava com ele, sempre alguém olhava. Mas eu nunca me importava mesmo, só curtia o momento. Quando chegamos no quarto fomos pegos de surpresa pelo táxi, foi aí que percebemos que um vôo a Paris nos esperava e provavelmente estávamos atrasados. 

-Chamado da Torre Eiffel. -Ele disse quando desligou o telefone.
-Eita! Que horas são? 
-9:40. Acho que estamos um pouquinho atrasados. -Ele riu e me abraçou por trás me dando um beijo no rosto. 
-Nem tanto, quem vai levar nossas malas são nossos pais mesmo. -Nós rimos da moleza que estava sendo viajar. 

Eu havia deixado as 7 malas prontas com todas as minhas coisas. Coisas que eu iria usar me Paris e outras do meu futuro dia-a-dia de New York. Minha mãe iria levá-las pro aeroporto, ou seja... Eu só precisava entrar no táxi e ir pro aeroporto. 
Quando chegamos lá, todo mundo nos esperava aflito. Entrei abraçada na cintura de Zac enquanto ele me abraçava por meu ombro. De longe víamos os sinais apontando para o pulso, reclamando do nosso atraso. Rimos disso. 

-Nem sou eu que vou viajar e cheguei aqui de 8h da manhã, pode isso? -Scott começou. 
-Pois é, estou há quase DUAS horas em pé. Ai best, eu só não te mato, porque tenho que me despedir antes! -Ashley reclamou. 
-Estávamos curtindo o Hotel, que coisa. -Zac falou no duplo sentido. 
-Mas vocês tiveram a noite toda pra isso. Não tem desculpa, Efron. -Scott rebateu.
-Agente tem que dormir também, né? -Eu disse. -Parem de reclamar, quero ver quando for vocês.
-Tá bom, né? -Minha mãe se meteu. -Vão fazer logo o check-in e despachar a bagagem e depois vocês conversam à vontade! 
-Sim, senhora. -Eu e Zac batemos continência e falamos na mesma hora. Todo mundo riu. 
-Já tão em sintonia. -Minha mãe brincou rindo. -Agora Zac prepare o braço, porque são 7. 
-7 o que?
-Malas. 
-VANEEEEEEEEEEEESSA?! 
-Que foi? Tem todas as minhas coisas, você queria o que? 
-Tudo bem, estamos em lua-de-mel, depois agente discute isso.

Eu ri e lhe dei um beijo. Ele me abraçou forte e me suspendeu do chão, prolongando o beijo. Quando ele me pôs no chão, vi Ashley revirando os olhos, e Scott olhando pro relógio. 

-Olhe, quero esse mel todo quando agente se casar não viu, B? -B, era a abreviação de baby que significava Scott. Complicado, né?
-Ah, vão se lascar vocês aí. Que coisa, deixa agente. -Zac defendeu. 
-Não está mais aqui quem falou, Zachary. -Ashley falou de nariz empinado. 

Ignoramos e fomos fazer o check-in. Foi rápido, mas tivemos que pagar um pouquinho por exeço de bagagem. Só um pouquinho, hihi. Depois começou a parte mais triste: as despedidas. Eu odiava dar adeus, mesmo sabendo que os veria assim que o dinheiro desse, mas eu iria sentir falta. Todos alí eram a minha família, por opção ou por sangue. Sem exeção.

-Vou sentir sua falta, mãe. -Nos abraçamos. Algumas lágrimas desciam, mas ela não disse nada. -Se cuida, Stell. Amo você, pirra. -Ela me abraçou forte, chorando. 
-Também te amo, V! -Ela custou a me soltar. 
-Até mais, pai. Te amo. -Ele me abraçou de lado e me deu um beijo na testa, os olhos brilhavam. 
-Te amo, minha garotinha. -Eu o abracei mais forte. Lembrei do que ele me dissera quando Zac falou com ele. As palavras se repetiram na minha cabeça. 
-Pai, eu te prometo que nunca vou esquecer o caminho de volta pra casa, e que você vai estar sempre no meu coração. -Ele beijou demoradamente minha testa, de olhos fechados e assentiu. Sorrimos.

Já completamente abalada fui falar com Ashley. Quando a olhei, ela já chorava. Nos abraçamos forte e por um longo tempo. Ela era a minha melhor amiga, e quem sabe a minha única amiga de verdade. Mesmo sabendo que ela iria dar um jeito de me visitar em pelo menos um mês, eu ia sentir falta porque nos falávamos todos os dias. Quando nos soltamos do abraço a combinação do sorriso com as lágrimas foi perfeita. 

-Eu te amo, best. Muito, muito, muito mesmo. Vou sentir tua falta. -Ela disse meigamente. 
-Own, sis. Eu também te amo! Mas você sabe que telefone existe para acabar com essa saudade, né? 
-Sei sim, pode crer que o seu vai tocar muuuuuuuuuuito! -Nós duas rimos e nos abraçamos mais uma vez. 

Falei com Scott também, ele já estava acostumado com essa distância então não houve drama nenhum quando ele se despediu de Zac, só existiu o costumeiro triste semblante. Me despedi suavemente de Starla, David e Dylan. Starla estava desfeita em lágrimas quase indo morar em NYC de tanta angústia. Eu sabia que pra ela estava sendo difícil porque Zac foi o filho mais esperado, porque ela teve que fazer tratamento de gravidez e tudo mais, o medo de o perder sempre foi contante, então vê-lo partir não devia ser nada fácil.
Depiois de muitas lágrimas, de muitos choros e de muitos adeus e "eu te amo", enfim nos preparamos para embarcar. Segurei na mão de Zac e demos os últimos acenos e enfim entramos na sala de embarque. O peso das pessoas que estávamos deixando pra trás ainda era sentido, mas nos sentíamos capazes de suportar isso juntos. Eu agora podia sentir que realmente éramos um só corpo, uma só alma e um só espírito. Eu já estava com saudade da minha família, mas eu podia suportar sem nostalgia. Eu me sentia perfeitamente bem e perfeitamente segura. Quando anunciaram o nosso vôo ele sorriu pra mim, tão entusiasmado quanto eu. Quando sentamos na poltrona do avião nos beijamos felizes, alegres. Era como um sonho se tornando realidade. Lembrei-me do início do nosso namoro. Eu pensava comigo mesma em passar minha lua-de-mel em Paris, mas jamais imaginara que seria com ele. Às vezes a vida te ensina pela utopia, pelo impossível, e te mostra o quão pequeno você é, porque no dicionário de Deus utopia impossível não existe!

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Gostaaaaaaaaaaram? :B Espero resposta nos comentários! 

BAM, BAM, BAM, BAM! O trailer de Committed está completamente DISPONÍVEL! Hmmm, ficou curioso? Então dá uma espiadinha aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=x9vovkB9ees

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Beijos s2

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