Capitulo 51.

21/12/2010 22:00

Eu estava de folga da Popula, mas mesmo assim ela conseguia me enlouquecer. Minha uma semana pré-married foi cheia de ligações e eu, com muito bom humor as atendia, mas há UM DIA do meu casamento não, aí é demais!

-Desculpa, Bruno, mas é que realmente eu tô querendo relaxar hoje. Amanhã é meu casamento e chega de resolver problemas, pergunta pro Marco. 
-Desculpa, V. É que eu não consigo entender ele, e a Taylor saiu pra comprar o almoço da gente, então não tenho mais tradutora. 
-Bruno, você brigou com a Katy de novo?
-Briguei, briguei feio. Mas eu não vou te assustar com a parte ruim do casamento, há um dia do seu, qualé. E aí, vai passar a sweet-moon onde? 
-Paris! -Eu sorri. 
-O QUE? Sai pra lá, que agora eu também quero me casar com teu noivo! -Ele brincou e Zac abriu a porta sorridente. 
-Quer mesmo? Vou fazer a proposta, ele acabou de chegar? -Zac se aproximou perguntando quem era mudamente. 
-Não, né. Ele vai pensar que eu sou gay. Mas vá lá curtir seu dia, que eu vou aperrear o Jason até ele me ajudar. Vou sentir sua falta, baixinha. -Ele falou com ar triste. 
-Também vou sentir sua falta, MAS, eu ainda venho aqui mês que vem. Aí agente se encontra, marca um happy hour... -Nós dois rimos. 
-Aham, eu e tu de coleira com happy hour? Vai sonhando, V! -Nós rimos. -Beijos, que o Marcco tá vindo. 
-Beijos, seu bobo. 

Desliguei rindo. Bruno era o tipo de pessoa que eu tinha aprendido a gostar. Ele era o tipo de cara que eu jamais chegaria perto, mas por obrigação acabei descobrindo que por trás de um bêbado que deixa a esposa louca existia um bom coração.

-Quem era? 
-Meu adversário. -Sorri. 
-Como assim? -Ele não entendeu
-O Bruno. Quer casar com você porque você vai me levar pra Paris. -Ele riu. 
-O Bruno sempre com as palhaçadas. -Ele riu mais. 
-Se não, não seria o Bruno, você sabe amor. 

Nessa hora nos olhamos com carinho. Quando nossos olhares se cruzavam, eles falavam, eles explicavam, eles esqueciam de tudo. Era normalmente nessa hora que existia um diálogo tipo "Você quer me beijar?" "Muito" "Muito mesmo?" "Uhum" "Então porque agente não está se beijando, agora?" Nada que fazíamos era sem diálogo, mesmo não sendo falado. Eu estava com uma blusa branca regata soltinha, um short jeans curto soltinho, o cabelo preso em rabo de cavalo quando coloquei os braços no pescoço dele, e fiquei de ponta de pé para depois de um sorriso, nos beijarmos. 

-O que você tá fazendo aí? -Ele perguntou, ainda segurando minha cintura. 
-Exercitando meus dotes culinários fazendo o sanduíche mais especial do mundo, esse você nunca mais VER na vida. -Voltei a fazer o sanduiche, agora em dobro. 
-Mente de publicitária é fogo. Você vai me fazer engordar uns 20 kg. -Ele ficou por trás de mim, ainda abraçando minha cintura, e me desconcentrando com os suaves beijos no pescoço. 
-Jamais faria uma coisa dessas. É mais fácil você morrer de fome, amor. -Ele riu no meu pescoço e depois me deu outro beijo. -Amor, você está me desconcentrando. -Nós rimos.

Ele me deu um beijo e depois voltou a me aperrear e a me arrepiar com os beijos no pescoço. Ele estava mordendo minha orelha quando meus pais entraram em casa. Eu o ameacei com a faca, e ficamos os dois rindo. 

-Vai matar o Zac HOJE, filha? Deixa pra amanhã. -Meu pai brincou, enquanto colocava uma champanhe do outro lado do balcão. 
-Ele não me deixa fazer o sanduíche, ora que saco! -Ele me deu um beijo na bochecha e eu o ameacei de novo. -Vai ficar com fome viu? 
-Tá bom, eu paro. -Ele deu um beijo no meu cabelo, e eu deixei. 
-Puxou a mãe, chaaaaaaata. -Meu pai compartilhou com Zac e ganhou um corinho. 
-Eu sou chata? -Eu e minha mãe repetimos. Não houve humor que aguentasse calado. Todos rimos. 
-Olhe, olhe, sei não viu... -Meu pai disse cortando a caixa do champanhe. -Você tá me saindo muito cara viu, Vanessa? -Ele disse com a etiqueta de preço de 500.
-Pra que tá comprando champanhe? O buffet tá cobrindo tudo, pai.
-Porque você acha que os seus tios vão fazer O QUE depois da festa? Vir beber aqui em casa, né -Ele falou em um tom de reclamação, como se já estivesse até tudo combinado. -Chamei até o David, a Starla está revoltada. -Ele fez como um bicho com raiva, mas sem som. Afinal minha mãe era amiga de Starla. Eu e Zac rimos MUITO. 

No final, acabou meu pai e minha mãe no sofá da sala e eu e Zac atrás do balcão da cozinha, comendo sanduíche. Agente comeu que nem duas crianças, nos melamos TODOS e depois, eu fiquei deitada no colo dele, balançando minhas pernas juntas pra lá e pra cá. 

-Você está tão nervoso quanto eu estou pra amanhã? -Ele demorou, mas mascarou a resposta com humor. 
-O meu maior medo é que você não chegue. -Eu sorri.
-Mas sério, você não está nem um pouquinho pensativo? -Ele olhou o teto pra responder. 
-Estou. Essa semana fiquei pensando se não estavamos dando um passo muito grande, fiquei pensando no que podia dar errado, em tudo o que pode acontecer daqui pra frente. -Ele olhou pra outros móveis e depois olhou pra mim. -Mas cheguei a conclusão que eu nunca vou saber se nunca tentar. E agora, eu estou mais nervoso do que nunca, porque faltam -Ele olhou o relógio da parede. -exatamente 28 horas pra eu tomar a decisão mais importante da minha vida. 

Eu apenas me sentei no colo dele, segurei sua cabeça pela nuca e o beijei. Senti o arrepio dele, e ri durante o beijo. Era naqueles braços que eu queria estar pro resto da minha vida, era naqueles braços que eu me sentia amada, desejada, querida. Eram aqueles braços que iriam me defender do mundo e me abraçar depois de uma derrota. E eram naqueles braços que eu iria me encontrar a partir das oito e meia pm de amanhã. 

-Quero conversar com você, de novo, sobre uma coisa. -Ele disse, tão doce quanto um anjo. Eu pensava ser sobre o apartamento. 
-O que? -Eu sorri e lhe dei um "beijo esquimó".
-Por que você tem aversão a crianças? -Fechei a cara. 
-Porque elas me irritam, porque você não se contenta só comigo? Rã.
-Não disse isso, não coloque palavras na minha boca, Vanessa. Só estou querendo ver até que ponto eu vou ter que te irritar pra você ceder. -Ele fez cara séria, mas riu depois. 
-Haha, não tem graça. Vamos fazer um acordo? 
-Hm, que acordo? -Ele estranhou. 
-Vamos viver só nós dois por uns 2 anos. Aí DEPOIS agente pensa nisso. 
-Aí depois agente tem um filho, concordo.
-Depois agente PENSA amor, depois agente PENSA. 
-Certo, agente pensa concretizando -Ele me olhou maliciosamente. 
-Hora de confirmar com o cabelereiro. 

Me levantei do chão da cozinha e fui pegar meu celular no centro da sala. Liguei pra John, meu passivo ativo. Se é que vocês entendem. 

-Querido! -Disse euforicamente. 
-Divaaaaaaaaaa! Tudo certíssimo pra amanhã, né? Já estou com a maquiagem na minha bolsinha da Gucci.
-Liguei justamente pra confirmar, John! Então ás 6h aí, né?
-6 não, di. 5 é mais do que justo, quero que você fique um A-RRA-ZO* entendeu?
-Seeeeeempre! Quero estar PER-FEI-TA, viu? Meu noivo agradece. -Eu ri pra Zac que estava levantando do chão. 
-Nem me fala, porque QUE BOF, viu? Enfim, minhas felicidades ao casal. -Ele falou reverente. Eu ri. 
-Obrigada, John. Até amanhã, vou passear com meu bof agora, tá? 
-Nãaaaaao faz inveja, divaaaaaa! Que coisa mais feia. -Eu sorri. 
-Brincadeira, beijos bi. 
-Beijinhos, di! 

Desliguei. Zac tinha horror a John. Eu entendia, e era engraçado quando ele dizia "Vou esperar você no café, quero ficar longe desse John" Não tinha como não rir.
Depois de confirmar com o buffet e de falar com a minha marry designer, saí de casa tranquila. Nós fomos de mãos dadas, com nossos Ray-Ban iguais. Eu simplesmente não estava nem aí pro que estavam pensando de mim, eu apenas andava e de vez em quando ele me girava, como se estivéssemos dançando sem música. Muitos paravam pra olhar, mas naquele momento éramos apenas eu e ele. Ele me rodopiava, depois me puxava pra perto e me beijava. Ficávamos de mãos dadas enquanto eu chutava o vendo, e ríamos toda vez que minha sandália caía. Nós éramos tão completos juntos, tão inteiros, tão unidos, tão inseparáveis. Eu me sentia inteira com ele, e eu pedia a Deus todo dia para que isso não se perdesse. Essa sensação de que estamos no caminho certo, essa sensação de que dura pra sempre. 
Quando chegamos no final da rua, ele me colocou no colo, e nos beijamos sob a luz da lua. Naquela hora eu senti que podia voar, que podia tocar o céu. Ele me pôs no chão e nos beijamos outra vez. E outra vez, e várias vezes. Eu sentia o brilho da lua iluminando nossos corpos, mas eu estava entorpecida demais para ligar pra ela. A lua não se comparava à beleza do nosso amor. As estrelas tinham vergonha de serem tão minúsculas ao estarem olhando para o sentimento que nos unia. Éramos apenas duas pessoas no meio de sete bilhões, com nada pra fazer, nada pra provar, nada pra temer. Mas éramos duas pessoas que amavam, essa era a nossa extraordinária diferença. 

--x--

Como prometi, antes do Natal. (: Espero que tenham gostado de verdade, hehe. Sobre o fechamento ou não do Smark, a única coisa que posso afirmar é que MAIO irá terminar. Depois disso eu falo sobre a minha decisão, certo? Hehe. 

Divulgando:

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Smark Histórias - Comunidade Oficial (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108211458)

Bom, eu quero que vocês tenham um ótimo Natal, sempre lembrando que ele não é baseado em presentes, árvores e papai Noel. Ele é muito mais do que isso: é uma esperança, é uma prova de amor, é um milagre. Foi quando há mais de 2000 anos atrás Deus mostrou ao mundo o quão grande era o Seu amor, eviando Seu filho para morrer por nós, que somos tão ingratos. Viva esta esperança com seus amigos, compartilhe com a sua família e tenha um FELIZ NATAL (: 

Antes do Ano Novo acho que tem capítulo,

Beijos s2

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