Capítulo 4 - A proposta

29/04/2011 10:32

Fazia uma semana que David Efron, um dos maiores empresários do mundo, havia falecido. Era o assunto mais comentado na internet, nos jornais e no mundo. Todos queriam saber se Zac iria afundar a empresa, que era o esperado por causa da péssima relação entre os dois, ou se iria continuar o explêndido trabalho do pai. O dia de segunda feira sorria, apesar de Z não reparar muito, mas, como todas as coisas, isso também poderia mudar. 

-Bom dia, querido. -Starla, que agora só usava preto, cumprimentou. 
-Bom dia, mãe. -Zac sentou-se na mesa, já de terno. 
-O que espera do dia? 
-Muitos flashes. Na verdade, não espero muito das pessoas além de seus pêsames. 
-Não pense assim, você sabe que vai superar todas essas espectativas! 
-Na verdade até uma criança superaria. Eles acham que eu só estava lá dentro por que era filho do dono
-Isso é o esperado. Mas você sabe que não é só isso, seu pai confiava em você e eu confio também. -Ela sorriu gentilmente. 
-Obrigado, mãe. -Ele retribuiu com um pequeno sorriso. -Vou pra People, até mais tarde. 

Zac respirou fundo antes de abrir a porta e pôs um Ray Ban preto. Mesmo com a proteção dos óculos, os flashes eram ofuscantes. Pessoas falavam e perguntavam coisas que ficavam inteligíveis pelo número de gente que gritava. Por um momento de fuga, procurou Scott na multidão e ficou feliz por não encontrar. A limousine de vidros pretos não foi pário para as câmeras e a determinação dos fotógrafos. Eram milhares. Nunca tinha visto tanta gente ávida por uma foto sua. Já dentro do carro, ele bebeu uma pequena garrafa de vodka para amenizar o estresse. Nada que afetasse sua produtividade, mas que o deixava mais calmo. 
Mais uma penca de fotógrafos quando saiu do carro, e demorou para parar de ouvir seus esterismos. Não gostou da movimentação na recepção e percebeu que o dia estava apenas começando. 

-Sr. Efron! -Mary gritou. -Sr. Jullian, Srta. Miley e o advogado dela estão esperando em... sua sala. -O pavor da voz o apavorou. 
-O que aconteceu? 
-Não sei, mas a Srta. Miley entrou sorrindo. 

Z engoliu seco e abriu a porta com um sorriso confiante, apesar de falso. Espantou-se ao ver Miley sentada na cadeira que seria sua, e, para descontrair o clima, começou com as ironias. 

-Acho que errou a cadeira, irmãzinha. 
-Eu acho que não, irmãozinho. Conta a novidade pra ele, Jullian. -Ela sorriu com ar de superioridade. 
-Bem... Havia uma cláusula que não mencionei pensando que passaria por despercebida. 
-Cláusula? 
-Sim, uma cláusula que encobre apenas você. 
-Que preconceito -Zac continuou ironizando. 
-Você é o dono da People apenas se estiver casado. 
-Casado?! -Zac realmente não esperava por isso. 
-É, e o casamento tem que ser verdadeiro. 
-Como assim? 
-Não pode ser um casamento forçado. O conselho será juiz. 
-Que palhaçada é essa? Tem isso mesmo aí, Jullian? 
-Sim, irmãozinho. E como parente mais próxima e citada no testamento, o cargo é meu até que você encontre a sua alma gêmea. -Miley ironizou e riu de Zac. -Mais fácil do que eu imaginada. -Girou na suntuosa cadeira. 
-E quem disse que eu ainda não encontrei? -Miley parou e ergueu uma sobrancelha. -Não estou solteiro, como muitos pensam, e posso muito bem me casar. 
-Isso é realmente verdade, Zac? -Jullian não acreditou. 
-Claro que é. -Jullian entendeu que teriam que arrumar uma mulher perfeita em menos de um dia. 
-Então, irmãzinha, pode sair da cadeira. 
-Prove que tem a mulher e que vocês se amam, só assim vou deixar o que é meu. 
-Tudo bem, me dê 24h. 
-Não, ligue para ela agora. -Miley sorriu. 
-Quero conversar com ela primeiro, caso ela queira se casar comigo, avisarei. Caso não, você também será avisada. 
-Pode me dizer o nome? Afinal, estamos entre família. 
-Passar bem, Miley. Se me dão licença, tenho que cuidar de um patrimônio. 

Miley saiu confiante de que Zac não iria arranjar uma mulher em 24h. Ela tinha certeza de que ele não tinha ninguém. Assim que a porta se fechou, Z mostrou todo o seu desespero e Jullian tentou ajudá-lo a lidar com a situação. 

-Meu pai é louco! 
-Não sei, mas ele colocou essa cláusula um dia antes de morrer. 
-Ele sabia que eu estava solteiro, que loucura! 
-Por que disse que tinha uma mulher? 
-Porque tenho certeza de que Ashley não vai se importar de casar comigo. 
-Ashley? Sua ex namorada? 
-Sim, por quê? 
-Zac, quem vai julgá-lo é o conselho! Você acha que eles vão acreditar que depois do escândalo que foi o térino de vocês, e sabendo que ela ainda é sua amiga, vocês são um casal feliz? 
-Ok, péssima ideia. Então o que eu faço? 
-Tem que ser alguém longe dos flashes. Que não tenha tido nenhum envolvimento com você antes. 
-Não tem! Eu já estive pelo menos com 80% das mulheres de Los Angeles!
-Então é melhor começar a conhecer mulheres novas e deixar Miley no trono por algumas semanas. 
-Não! Ela não vai ficar com o que é MEU de direito! -Zac bateu forte na mesa. 
-É melhor você jogar limpo e deixar esse orgulho de lado. 
-Ligue para Harrys e mande ele segurar as coisas por mim. Diga que fui resolver um problema administrativo. 
-O que você vai fazer? 
-Apenas faça o que eu mandei, Jullian. 

Zac saiu digitando uma mensagem para J e A, pedindo para o encontrarem urgentemente do Paty's em vinte minutos. Preocupados pela situação que Z passava, eles foram como se fosse caso de vida ou morte. Assim que sentaram na mesa fizeram as mesmas perguntas muito preocupados. 

-Preciso arranjar uma esposa. 
-Como? -Os dois perguntaram na mesma hora. 
-Para assumiu a People preciso de uma esposa. -Ele contou a história toda, A e J ficaram chocados. -Então, preciso arranjar uma boa atriz, fora da mídia, e bonita. Porque eu vou ter que ver ela todo dia, então... -A revirou os olhos. 
-E que possa dar uma história firme, sem dúvidas, ou seja: tem que ser uma pessoa que eu, A ou S conheçamos. -Jared completou. 
-Aquelas recepcionistas da tua loja são bem gostosas... 
-Eu não pagaria um real por elas. 
-Não preciso de uma pessoa com bom caráter, tem que se gente interesseira mesmo! 
-Pra contar pra imprenssa a verdade se pagarem só um centavo a mais? -A respondeu. 
-Ok, preciso de alguém que precise de dinheiro, e que não vá abrir o bico. 

Nesse instante, V entrou no Paty's e sentou em outra mesa. Parecia brigar com a pessoa com quem conversava no telefone. A e J tiveram a mesma ideia. Z apenas observou, mas não entendeu os olhares sugestivos para V. 

-Não chama ela não, ela é muito certinha. -Z falou logo. 
-Exatamente, tem bom caráter. -J disse sorrindo. 
-E está precisando de dinheiro, tadinha, tá desempregada... -A falou com falsa pena. 
-Aonde vocês querem chegar? 
-V! -A gritou e ela sorriu. Levantou-se e sentou ao lado de Zac, o único lugar vazio na mesa. 
-Oi, que conhecidência! 
-Pra mim foi o destino, flor! -A disse. 
-Awn, vocês formam um casal lindo, todo mundo vai acreditar! -J fez um foco nos dois com a mão. 
-Ã? Do que vocês tão falando? -V não entendeu. 
-Não, A! -Z relutou. 
-É perfeito, Z! Ela tem boa índole, precisa de dinheiro, é nossa amiga e fez curso de teatro por dois anos. E além do mais, V é super simpática, vai conquistar o concelho facinho! 
-PARA! -V falou. -Do que vocês tão falando? 
-Deixa eu te explicar, V. Z vai perder a People se não se casar urgentemente. E ele não pode perder porque Miley é uma víbora e vai acabar com a empresa da família dele. Só que ele só pode se casar se for por amor sabe? Tem que ser casamento mesmo, mas ele não tá nem com namorada. Então, vimos em você a solução dos nossos problemas. 
-Eu não vou casar por dinheiro. -Ela foi firme. 
-É muito dinheiro, Vanessa. -Z a tentou. 
-Eles não vão acreditar! Eu nem sei o nome dele todo! 
-Zachary David Alexander Efron, prazer. -Ele sorriu. 
-Parem! Não vou fazer isso. 
-Sis, por ele. Você só precisa fingir que está casada. E não é pra sempre. É só encantar a mãe dele, o concelho e morar na mesa casa que ele. Pronto. Você vai ganhar um emprego e muito, muito dinheiro. 
-Vocês não estão entendendo, eu realmente quero esse dinheiro todo aí, mas eu acho que casamento é uma coisa muito séria. 
-Por mim, Vanessa. -Z implorou. 

Mil coisas passaram pela cabeça de V. Entrar em uma Igreja para casar com um homem que mal conhecia. Usar uma aliança. Fingir que ama alguém. Apresentar ele para a sua família que lhe odeia. Viver na mesma casa de um vagabundo. E por fim, ganhar dinheiro. O último pensamento ficou martelando em sua cabeça muito forte. "Não é pra sempre e depois eu vou ter minha carreira no topo pra sempre" Ela pensou. "O que eu tô fazendo. Me perdoe, Deus"

-Ok. -A, J e Z vibraram com a resposta. -Mas tem uma coisa. 
-Não se preocupe! O que você quiser, eu vou dar. Roupa, carro, sapato, dinheiro, emprego, tudo! -Z estava entorpecido pela sensação de vitória. 
-Não é isso. Esse casamento é um negócio, um trabalho. Então vamos estabelecer limites, ok? -Ela fez uma pausa. -Quartos separados, vidas separadas. Você pra lá e eu pra cá, entende? 
-Claro, você achou o que? 
-Só estou deixando os limites bem claros, meu querido futuro marido. -Ela sorriu falsamente. 
-Você disse que ela era uma boa atriz, A. -As richas só estavam começando. 

Entre discurssões de preço, transmissão de informações e briga, a tarde se passou e terminou com uma sentença quer parecia ser infinita: um casamento quase marcado. A e J perceberam que daquelas brigas poderia nascer uma sincera cumplicidade. Ao saírem do Paty's, mil e um fotógramos esperavam pela musa de Efron. Com a ajuda de M, S já tinha divulgado sobre o suposto casamento de Z, fazendo com que um tumulto de gente se aglomerace na frente do até então, calmo restaurante. 

-O que é isso?! -V perguntou horrorisada. 
-Acho que M divulgou a história -Ele disse com raiva. 
-Sua irmã bastarda? 
-Isso aí. 
-Como agente sai daqui sem ninguém ver? 
-É impossível, então, comece a atuar V. 

Para os fotógrafos que sempre acompanhavam Z foi uma cena chocante vê-lo de mãos dadas com uma certa morena muito linda e até então desconhecida. Os flashes só aumentaram ele abriu a porta do carro pra ela e logo depois eles seguiram de carro, tentando ultrapassar a multidão, seguidos por A e J. 
No carro, V começava a ficar irritada pelas luzes, que ultrapassavam o seu Prada original. Tentando driblar as luzes e atuar o namorado perfeito, Z intercalava entre buzinas fortes, pedidos de passagem, e segurar a mão da suposta amada. Quando enfim, conseguiram entrar na avenida, o casal tão perfeito e apaixonado se tranformou em apenas dois estranhos dentro do mesmo o carro. 

-Onde você quer que eu te deixe? 
-Na casa de A, dá pra eu me virar de lá. 
-Não, pra onde você ia? 
-Pro meu apartamento, duas ruas depois da casa de A. 
-Vou te deixar lá, então. 
-Tudo bem. -Um silêncio incômodo de instalou. -Sua mãe já sabe do seu jogo de cintura? 
-Não, ela tem que pensar que eu te amo e que você me ama também. Vou conversar com ela hoje, e à noite te pego pra você conhecer ela. Já sabe como agente se conheceu né? 
-Já, não se preocupe. 
-Por sinal, qual o número do seu dedo anelar? 
-14. 
-Igual o número do anel de noivado da minha bisavó! Perfeito!
-Você ainda vai casar com outra mulher depois de mim, e isso deve ser importante pra sua mãe. 
-É verdade, mas ela tem que pensar que você é a mulher certa pra mim. -Chegaram na rua de V.
-É aqui, pode parar. 
-Te pego às 7, ok? 
-Ok, Z. 

V desceu do Audi e sentiu dez mil olhares nas suas costas. Entrou no prédio sem muitos comentários e assim que entrou em casa percebeu que o seu coração batia loucamente. Seu senso crítico estava brigando com ela e sensurando-a de uma forma incomensurável. A palavra casamento e matrimônio a apavoravam e faziam ecos assustadores em sua cabeça. Olhou para sua mão esquerda e imaginou uma aliança ali. Segurou a mão contra o peito e tentou apagar a imagem. "Calma, Vanessa. Sem pânico" Ela disse para si mesma em pensamento. Olhou para as caixas que teria de desempacotar, ou talvez nem precisasse. O celular tocou estérico. Um S apareceu na tela. 

-Você é louca?! 
-O que foi, S?
-Você é a misteriosa mulher do Z? Vocês nem se conhecem!
-Pra você ver como as coisas mudam da noite pro dia. 
-É sério? Vocês estão apaixonados? 
-Podemos dizer que sim. 
-Sabia que era mentira... Ele tá te pagando quanto? 
-Você não acredita em amor a primeira vista? -Ironizou. 
-Não, pelo menos não com você. Como você se rebaixou a isso, V? -Ela se sentiu ofendida.
-Desde quando o amor é baixo? -Ela não podia confiar em S.
-Não estou gravando. -Ele falava sério. -V ocê realmente gosta dele? -O tom foi enciumado. 
-Você está com ciúmes? -Ela ergueu uma sobrancelha. 
-Não, claro que não. Mas sei que ele não é o cara certo pra você
-Eu também sei disso, estou só fazendo um favor. 
-Ele não é confiável
-Nem você. 
-Tudo bem, V. Só não quero que se arrependa depois
-Vai ser fácil, só preciso ficar com ele uns 3 meses no máximo. 
-Boa sorte, pequena. 
-Obrigada, S. 

V desligou o celular mais segura de si. Seu coração estava fechado o suficiente para o plano correr bem. Nada iria dar errado, nada podia dar errado. Ela iria ser mais criticada por seus pais quando o casamento chegasse ao fim, mas estava pronta pra correr o risco. Cuidado, V: Nunca se vê o abismo quando se está cego pelas notas verdes. 

Np conforto de sua cobertura, M borbulhava de raiva. As fotos que foram postadas há minutos provavam que Z tinha uma pretendente, e pelos carinhos trocados, ela seria sua futura esposa em breve. Todo o seu plano estava indo por água abaixo. A menos que a plebéia desconhecida fosse contratada ou pelo menos que fosse tão sonsa a ponto de cair perfeitamente na lábia de M. 

-Só pode ser mentira isso, dr. -M discutiu com o advogado. -Ele deve ter arranjado umazinha pra fazer o papel de esposa.
-Acho difícil arranjar uma esposa em menos de quatro horas. 
-Com o dinheiro que ele tem, até em quatro minutos. -M sorriu. 
-Não temos como provar que é mentira, ninguém tem 
-Vou compar a vadia. Meu irmãozinho não é o único que tem dinheiro. -M orglhou-se da própria ideia. 
-E se o sr. Efron tiver um relacionamento com essa mulher? 
-Vou destruí-lo. -Quebrou um copo bruscamente com as mãos. -Pedaço por pedaço. -Olhou atentamente enquanto alguns pedaços caíam de sua mão cortada. 

--x--

Gostaram? Espero que sim, hehe. $:

Amei os comentários, gosto quando vocês comentam de verdade! Well, não me lembro de nenhuma Rebeca agora, desculpem a falta de memória, ok? 

 

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Beijinhos s2

 

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