Capítulo 13 - Atuando

17/07/2011 21:58

A vida às vezes é surpreendente. Uma hora se está por baixo, outra por cima. Reclamamos quando ela nos pisa friamente e regozijamos quando nos dá um singelo presente. Porém, no fim de tudo, o que interessa mesmo, é o quão rápido nosso coração conseguiu bater, até chegarmos ao grand finale. Naquele dia, o grand fianale na mansão dos Efron era simplesmente uma boa aspirina. 

-Eu te odeio profundamente S! -A gritou, fazendo a cabeça de J rodar. 
-Baixo, mais baixo, por-favor. 
-Desculpe. -A levantou-se do colchão e encarou sem esperanças S tomar o último comprimido. 
-Não sei por que ainda bebo com vocês. É deprimente. -A deitou-se novamente no colchão triplo, ao lado de J. 
-Mulher fala muito, é fraca, reclama, mas na hora gosta que é uma beleeeeeeeza! -S disse, deitando confortavelmente na cama de Z. 
-Ninguém perguntou para Scott. -A disse, sem olhá-lo. -Mas... coitado de Z. Deve estar morrendo lá embaixo. 
-Com certeza, A. Mas parece que ele saiu com V. -J passou o braço pelo ombro de A, ela se aconchegou. S levantou-se da cama, prestando atenção. 
-Foi, convidar a mãe de M pro noivado. Olhe, esse casamento vai dar no que falar, quero só ver... 
-Pra que convidar a víbora pro noivado? -S perguntou. 
-Ele não explicou direito. -A falou. 
-Também né, ele tava vendo tudo em dobro de manhã, imagina só se ele ia explicar alguma coisa direito...
-Ele nem me falou nada...
-Claro, você tava dormindo, seu imbecil. -A fez cara de retardada, personificando S. 

Derrubado, Z esperava V em frente ao seu prédio. Sua cabeça tocava uma sinfonia perfeita e regrada. Tum, tum, tum, tum, tum, TUM-TUM. A porta abriu e fechou rapidamente. 

-Meu Deus, o que houve com você? -V tomou um susto. 
-Ontem foi seu dia, hoje é o meu. Respeite. -Z falou, ligando o carro. 
-Já começou a grosseria, aff. -V revirou os olhos. 
-A, J e S tavam jogando poker lá em casa, me juntei a eles, agente bebeu demais e pronto. Final triste para Zac. -V teve que rir. -Ridícula. Tá doendo. -V riu mais ainda. 
-Sai daí, eu dirijo. Agente para em uma farmácia e pronto. 
-Eu tô tranquilo pra dirigir, relaxe. 
-Mas eu não estou tranquila pra morrer. Sai. -V foi irônica e firme. 

Já que estava com preguiça, Z saiu do carro e trocou de lugar com V. Como combinado, passaram em uma farmácia. V desceu e comprou o remédio para o "querido noivo". Vendo a paciência e a capacidade de raciocínio de Z melhorar muito lentamente, deu voltas e voltas pela cidade, pegando os caminhos mais longos até a casa de M. 
Chegando lá, V sentiu um calafrio. Algo trazia medo naquele lugar. Pobre V, pelo visto precisaria escalar a torre para poder salvar o resto de credibilidade que tinha com S. 

-Bom dia, Kate. -Z falou, cordialmente feliz. 
-Bom dia, querido. Fiquei muito feliz ao saber da sua visita! Ainda mais com sua querida noiva. Entrem. -A falsidade era tão gritante que enojava.

Entraram e os três sentaram-se no sofá. Z procurou por algum indício de que M estaria em casa, mas o silêncio era cortante. 

-Onde está Miley? -Z perguntou. 
-Não voltou ainda. Comemorando. -Kate foi bem sugestiva e Z sorriu, percebendo a indireta, ou melhor, super direta dela. 
-É sobre comemoração que vim falar. Esta é Vanessa, minha noiva, e queríamos lhe convidar para o nosso noivado. -Z falou alegre e V sorriu, sem jeito. 
-Que honra! -Kate exclamou, realmente surpresa. 
-Jamais deixariamos de convidar vocês, principalmente Miley, que foi tão atenciosa com tudo. -V deixou sua falsidade mais vívida, propositalmente. 
-Zac sabe, M sempre foi muito prestativa. -Kate falou, exaltando a filha. 
-Com certeza, por isso quero que façam parte do ensaio também. -Z falou enquanto programava o celular para uma chamada falsa. 
-Sinto-me mais que honrada, afinal será o casamento do ano! -Kate sorriu, olhando diretamente para V que a acompanhou. O celular de Z tocou. 
-Desculpe-me. -Olhou o visor. -Jullian, preciso atender. Me dão licença? -Z olhou principalmente para V. Por um momento, Kate acreditou que fosse real. 
-Claro, amor. -V falou compreensiva. 
-Fique à vontade, afinal quero saber sobre os detalhes. Isso só a Vanessa poderá me dizer!

V forçou o sorriso e entrerteu a atenção de Kate para longe de Z. A poucos passos Z aproximou-se do portal que o levaria ao cofre. Ao entrar no quarto, recebeu uma confirmação que era alí que se encontrava o documento. A sala, que antes era o escritório do pai, agora era o quarto de M. Retirou o grande pôster da Vougue que cobria o cofre e colocou a senha, pedindo para que M não chegasse. 
Alí estava. Na verdade, era a única coisa do cofre. Deu uma lida, para ter certeza de que eram realmente os documentos. Enquanto os lia, ouviu a voz estridente de M na sala, surpresa. Dobrou os documentos rapidamente e fechou o cofre, apagando o histórico do dia. Repôs o pôster da Vougue e correu para uma varanda, que ficava ao lado do quarto principal. Em pouco tempo M chegou lá, obviamente. 

-Irmãozinho. -Sorriu, aparentando felicidade. 
-Olá, Miley. -Disse, fingindo desligar o celular. 
-Muito divertida ela, não?
-Também acho. -Z aproximou-se. 
-Você pensa que eu sou idiota? 
-Por que acharia isso?
-Eu sei que é tudo mentira, você não me engana. -M desafiou. 
-É tão difícil perder, pra você? Vou me casar porque amo ela. Nem tudo é um jogo, Miley. 
-E o prêmio de melhor mentiroso vai para Zac Efron! -M riu alto. Bateu palmas também. 
-Licença, M. -Z foi frio. 
-Pode passar, loser. 
-Quem ri por último, ri melhor, irmãzinha. 

Pensando de Z não sabia da missa, o terço, M sorriu, altruísta. Com ouro no bolso, Z voltou à sala com um sorriso que trouxe a paz que V precisava. 

-Jullian me botando a par das coisas da empresa. O PCA, o noivado, o casamento... estou ficando sem tempo pra empresa, pra mim, nem pra nós. -Sentou-se com o braço envolto na cintura de V e sussurrou-lhe "Consegui". 
-Imagino a correria! Antecipar um plano futuro não deve ser fácil. 
-E não é. -V falou confiante. 

Passaram só mais alguns minutos engolindo a falsidade de Kate, até que enfim comemoraram no elevador. 

-Não acredito que você conseguiu! Quase morri quando M passou pela porta! -V falava, incrédula. 
-Aqui, pode ver. -Z sorriu ao ver o euforismo de V. 
-Vou enterrar isso em um cemitério, sério! -V leu os documentos e os abraçou, enfim relaxada. -Obrigada. -Disse, olhando nos olhos de Z. 
-Não precisa agradecer. 
-Preciso, sei o quanto gosta de S. Obrigada, de verdade. 

Institivamente, abraçaram-se. Era o maior gesto de gratidão que V poderia fazer por um "estranho". Quando a porta do elevador abriu, soltaram-se sem jeito e caminharam em direção ao carro. Desta vez, Z dirigiu, fazendo questão de levá-la para sua casa já que todos estavam lá, caindo aos pedaços. 

-Vanessa! -Foi a exclamação eufórica de Starla que fez todas as atenções se voltarem para o "casal". 
-Ola, Starla. Como vai? -Soltando a mão de Z, V abraçou Starla.
-Estou ótima querida, e você? -Perguntou retóricamente. -Tenho uma ótima programação para nós hoje. 
-Sério? -V surpreendeu-se. 
-Sim! -Starla puxou-a para o sofá, onde estavam todos. -Vamos escolher a decoração do noivado! Enquanto isso... -Virou-se para o pessoal. -Jared e Scott, meus queridos, coloquem juízo na cabeça de Zac e corram para escolher o smoking dele para o PCA. Se possível, resolvam logo o do noivado. -Voltou-se para V. -Homem é sempre mais prático. -Sorriu alegre.
-Achei uma ótima ideia. O que acha, amor? -V virou-se, como se a opinião de Z realmente importasse.
-Só se agente se encontrar no shopping depois. -V sentiu vontade de rir, só pelo fato deles não quererem nem um pouco se encontrar no shopping depois. 
-Prometo que levo ela às oito. -Starla deu sua palavra, achando tudo muito bonitinho-e-romântico. 
-Então eu deixo. -Z disse enquanto jogava a chave do carro no centro e sentava do lado de V, abraçando-a. 
-Eles são tão lindos, não acham? -Starla falou, deixando os três amigos participarem. V sorria mais de constrangimento do que da farsa. 
-Com certeza, feitos um para o outro! -A disse, tirando onda. 
-Nem precisa comentar, não é? -J disse, S apenas assentiu com a cabeça. 
-Mas antes, vamos almoçar! Esses quatro beberam loucamente ontem e estão precisano comer alguma coisa, não é? -Starla olhou principalmente para Z, com ar de reprovação.
-Mãe, eu estava em casa, com meus amigos, nada de mais. -Z defendeu-se.
-Não interessa, você já tem quase 25 anos, tem que aprender a beber socialmente, até mesmo com seus amigos. E além do mais, vai casar, construir uma família... Qual o exemplo que você vai dar para os seus filhos? E pior, você acha que Vanessa vai ficar que nem Lidia ? Não. Não vai. Já que tomou a decisão de casar, amadureça ao menos. -Z odiava as lições de moral da sua mãe. 
-Ok, vamos almoçar.

Z disse puxado V mais rapidamente pela cintura. Starla ficou furiosa, berrando coisas do mesmo gênero. Assim que sentaram na mesa, V sussurrou para Z. 

-Pode ter certeza, não vou ser como Lidia. 
-Você também vai começar? 
-Só estou avisando, "amor". -Falou ironicamente. 

Lidia era a copeira, e normalmente trazia quantas bebidas Z quisesse sem parar. S riu de Z e ganhou um chute de presente. Super normal entre amigos. O almoço foi tranquilo, porém A teve que sair super rápido para o trabalho. V não deixou de perceber os sorrisos e carinhos trocados entre J e A, antes da mesma sair. Na porta, algumas palavras trocadas e muitos sorrisos. Depois, J colocou uma mecha do cabelo dela por trás da orelha, o que fez ela olhar para o chão. Segurou o queixo de A e lhe deu um beijo na testa. Depois, entre olhares longos demais, J fechou a porta, voltando para a mesa sorrindo. 

-Acho que perdi alguma coisa. -V sussurrou para Z. S tentou distinguir as palavras que acompanhavam sorrisos. 
-Muita coisa, é porque você não estava aqui ontem. -Z disse, enquanto também sorria. 
-O que aconteceu ontem?!
-Pergunta pra ela. Minha boca é um túmulo, sabe. -Z fez de propósito. 
-Ridículo! -Z ganhou um tapinha de leve no ombro. S havia perdido a fome já. 

Enquanto Starla arrumava-se, os "quatro" conversavam na sala, esperando pacientemente. 

-Como foi na casa da bruxa? -S perguntou para V. 
-Completamente tenso. Mas correu tudo bem. E você, está bem? 
-Melhor impossível. Amanhã já volto ao trabalho.. -Ele sorriu, tentando ser encantador. 
-Que bom, fiquei preocupada. -V olhou rapidamente para Z. -Vai ao meu "noivado", não é? -Fez as aspas no ar. 
-Claro, mas não por você. -V olhou para Z com cara de o-que-você-disse-para-ele. 
-Que bom. -Sorriu falsamente. -Mas e aí, J! Quem deixou você pegar minha amiga? 

J ficou completamente sem jeito e S começou a rir loucamente. Z não pôde deixar de rir, fazendo com que o coitado do J procurasse o buraco mais próximo para enfiar o rosto. 

-E pra pegar a A precisa pedir é? -S brincou. 
-Sem humor negro, S. -V falou. 
-Você que colocou humor negro. Eu estava falando no sentido de ela ser bem independente, dona Vanessa! 
-Aaaah! Você é terrível S! Mas enfim, explique-se Jared. -V fez cara de séria. 
-Tem nada pra explicar não, ox. Que coisa... 
-E aquele lenga-lenga na porta? -Z atiçou. 
-Ninguém falou com Zac, não é? -J disse. 
-Eu também vi. -V disse. 
-Não sai daquilo, minha filha. -S foi adiantando tudo. -Aquela coisa melosa sebosa que você viu? Pronto, foi a noite toda. Um beijo de verdade não teve! -J olhava com pena de S. -Esse aí é mais devagar que lesma. Vocês dois se separam e o negócio aqui não começa. 
-Fala baixo, S! -V falou. 
-Oooops. 
-Eu respeito as mulheres, ok? -J defendeu-se. 
-Eu também respeito. Nunca fui processado por nada. -S disse. 
-As mulheres com quem você dorme nem respeitam a si mesmas, quanto mais iriam cobrar respeito de você? -J foi firme. 
-Ô J... A não está tão distante das mulheres com quem eu durmo. Fica a dica. -S o desafiou. 
-Nem fala no nome dela, tá certo? Exijo respeito. -J falou sério. V bateu palmas. 
-Está aprovado! Você é o único homem na face da terra diferente desses dois aqui, merece ela. -V disse de coração. 
-Calma, V. Agente nem tá junto... 
-Ainda, meu caro J. Ainda. -Starla deseu as escadas. 
-Falando na Ashley e no Jared? -Starla sorriu do pé da escada. -Concordo. Ainda. 

A risada foi geral, até Starla tinha percebido o clima que crescia entre os dois. Logo depois de todos os risos e de J já ter ficado de todas as cores possíveis de vergonha, resolvem sair, com pena de J.

-Vamos querida, que a La Belle nos espera! 
-Vamos sim, estou empolgadíssima! -Sorriu e bateu algumas palminhas, para parecer mais real. 

V pegou sua bolsa no sofá e foi em direção a porta. Por sorte ainda não tinha passado por Z quando percebeu que Starla observava-a. Lembrando-se totalmente do fato de que era noiva de Z, e que noivos antes foram namorados, e que namorados dão beijo dedespedida. Fez uma pequena pausa no caminho, ficando de frente para Z. 

-Vou ter que colocar um alerta no meu celular para me lembrar disso. -Sussurrou. Z sorriu da brincadeira, o que até ajudou um pouco. 

Morrendo de vergonha pelo fato de que S estava na sala, V fechou os olhos e encostou os lábios nos de Z. Ele colocou um braço na cintura dela, a puxando mais pra perto. Foi um beijo curto, pausado e sem sentimento. Os dois se olharam meio sem jeito depois, e pra ficar mais natural, Z imitou J, colocando uma mexa do cabelo de V atrás da orelha dela. 

-Espero que não, mas... Te vejo mais tarde! -V falou mais alto a parte mais importante. 
-Tenho mesmo que ver isso? -S sussurrou para J. 
-Bom, queridos, deixem o romantismo para mais tarde! -Starla falou, quase puxando V. 
-Até mais, pessoal. -V falou, olhando principalmente a expressão de S. 
-Tchau V. -Só J respondeu. 

Na casa o clima ficou estranho. Z não tinha muito o que falar, sentia como se estivesse sido pego traindo o melhor amigo com a namorada dele. E de alguma forma inexplicável ele não se iportava muito com isso. Ao mesmo tempo. À mesma batida. 

-Bom... Vamos? -Z falou, com as mãos no bolso, aparentando despreocupado. 
-Vamos, mas você tem que parar de beijar ela na minha frente. -S falou, pegando o celular no bolso da calça.
-Então é melhor nem ir ao noivado. -Z falou sério. 
-E tem que ficar beijando ela o tempo todo?! 
-Tem. Quando vocês estavam namorando, você não beijava ela o tempo todo? 
-Beijava, mas é diferente. 
-Não, finja que não é. -Z tentava fazer S esquecer V. 
-Será que não é? -S indagou. 
-Você que decide. 

Z virou o rosto e abriu a porta, andando em direção ao carro. Talvez essa pequena dúvida causasse um desamor por V em S. Quem sabe, Z estava testando todas as opções. No carro, J fez questão de sentar na frente, normalmente as discursões amorosas entre Z e S terminavam em agressões físicas, o que não daria muito certo sobre quatro rodas em movimento. 
Na limousine branca de Starla, V sentia-se totalmente desconfortável em meio a todo aquele luxo ao qual não pertencia. Olhar Starla era perto de olhar a Rainha da Inglaterra. Era glamourosa e tinha elegância até no respirar. Olhava com cautela e falava aveludadamente. Queria ser como ela um dia, mas não daquela família. Nunca, na verdade. 

-Então, querida. Quis este momento em particular com você não só para escolhermos as coisas para o noivado, mas também para nos conhecermos melhor. Afinal, tivemos tão pouco tempo por causa desta confusão imensa. -Mal sabia ela que tal tempo nem teriam, se não existisse confusão. 
-É. Primeiramente, queria me desculpar pelo rumo que as coisas tomaram. Tenho 24 anos e jamais me imaginaria casando, agora. -Falou sinceramente. -Até porque eu e Zac temos, digamos que pouco tempo juntos. -A sinceridade sempre vence batalhas.
-Bom, pelo menos é um ano. -Starla parou de fitar o que estava fora da janela. -Você realmente gosta do meu filho? 
-Como? -V pensou não ter escutado isso. 
-Você ama o Zac? -Starla a encarou amorosamente. 
-Amo, claro que amo. -V sorriu, disfarçando a mentira. 
-Você sabe o que é o amor? -Starla voltou a pensar longe, mas sem parar de encará-la. 
-Acho que sei. -V disse sincera. Nunca amara ninguém de verdade na vida, era complicado. O amor que ela havia visto era só aquele não vivido. Starla, mais uma vez, fitou o que estava além da janela. 
-Amor, minha cara, é quando você deita todos os dias ao lado de um homem que você tem certeza que não te ama. É quando você dá um filho para esse homem, e ele o vê apenas como sucessor. Amor é quando você vê ele e a amante transando na sua cama e volta pra sala, fingindo que não escutou nada. Amor é quando ele vai embora, e por mais indiferente que ele esteja, você conta os passos que ele dá. Amor é quando você mente para o seu próprio filho, em nome de uma família que nem existe mais. Amor é quando você percebe que nunca o teve de verdade, nunca o teve por completo, nunca recebeu o amor doado, e continua amando. -Assim que terminou a frase, fitou Vanessa. 
-Nossa. -V ficou um pouco cansada e angustiada so de ouvir. -Estou totalmente admirada pelo o que a senhora fez pelo David. -V realmente estava. 
-A questão é: nós duas sabemos que Zac tem a quem puxar. Quero saber se o ama de verdade, ou vai abandoná-lo se ele for pra cama com uma. -V preferia beijar Z mil vezes a isso. 
-Starla, está querendo me dizer que ele vai me trair? 
-Estou querendo lhe dizer que há a possibilidade. 
-Eu confio nele. Por isso sei que ele me ama demais para fazer isso comigo. 
-Não respondeu a minha pergunta. 
-Amo ele, Starla. Ficaria com ele até o fim. -V tentou ser o mais convincente possível. 
-Por enquanto, é o suficiente. -Ela falou, voltando a olhar pela janela. Depois olhou sorridente para V. -Não fique assustada, certo? Ele é meu único filho e casamento é uma vez na vida, então me preocupo.
-Entendo perfeitamente, Starla. -V sorriu, ainda com medo dela. -Tenho quase certeza que o meu pai vai pegar a primeira oportunidade para fazer o mesmo. -As duas riram e V assustou-se com a possibilidade. 

O local era enorme e convidativo. Na entrada, dois bonecos de noivo e noiva recepcionavam e marcavam a entrada, que para V, era o castelo dos horrores. O caminho até a casa em si era feito em um tapete vermelho e a porta parecia com uma daquelas Igrejas romanas da antiguidade. Entrando via-se um esplêndido clima de luxo e romance, que de alguma forma era encantador. Se todas as mulheres do mundo pudessem ter muito dinheiro, com certeza viriam aqui. 

-Nossa. -V exclamou enquanto via fotos e mais fotos descoloridas de casais sorridentes nas paredes. 
-Aqui será sua segunda casa, querida. Champanhe? -Starla ofereceu e só aí foi que V percebeu o garçom que a aguardava gentilmente. 

"Vou guardar todas as coisas dessa festa na minha casa para o meu verdadeiro casamento" Pensou insana e ambiciosamente. Ela estava surpreendida com a grandeza e perfeição do lugar, porém todo o luxo não tirava a ideia do fúnebre casamento. Por isso, a casa mais linda que conhecera até o momento, tonara-se seu pior pesadelo. 

--x--

 

E aí, o que acharam smarkers? (: É, acabei de apelidar vocês! Rsrsrsrsrsrs. Me contem tuuuuuuuudo nos comentários! :D

 

ENQUETE

O que está rolando entre A e J?

Paixão (17 votos num total de 20) 

AVISO

Percebi que muitas de vocês ficaram confusas em relação à mudança ao Tumblr. Então, vou esclarecer algumas coisas em um mini-faq. 

1-Como irei comentar se não tenho conta no Tumblr? 

Não há nenhum problema. Os comentários são feitos por um script que já coloquei lá. Para entender melhor como funciona, assim que passar o site pra vocês, entres na aba do FAQ para aprender a como comentar. 

2-Como vou acompanhar o blog depois? 

Vou passar o link para vocês. Não se preocupem!

3-Para entrar no site é preciso ter conta no tumblr? 

Não. 

Se suas dúvidas não foram esclarecidas pergunte no "Entre Eu e Você" e responderei. (:

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Um beijo, até o próximo tweet. s2 

 

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