Capitulo 10 - Aliados

15/06/2011 10:13

A última vez que falara com S, ele tinha ódio e tristeza na voz. Aquilo preocupou J ao máximo, e, agora, ele não atendia ao celular. Enquanto, como vendedor, atendia aos clientes, não cansava mais de apertar o botão verde de seu celular. Enquanto ainda chamava era m bom sinal, e queria que isso acontecesse pelo menos até a hora do almoço. Mas sua vontade não foi atendida. Logo a operadora lhe disse "Este número encontra-se desligado ou fora da área de cobertura"

-Preciso sair. 
-Daqui a meia hora tá na hora do seu almoço!
-Meu amigo está em apuros, por favor. 
-Você e seus amigos, Jared...
-Posso?
-Volte rápido!

A casa de S não ficava tão longe do shopping onde J trabalhava. Correu o mais rápido que pôde, e subiu as escadas igual a um foguete. Chegando em frente a porta, tocou a campainha, mas na terceira vez desistiu. 

-Scott, abre essa porta! -Sem resposta. -Scott, eu vou arrombar viu?! Abre!

Sem esperar pela resposta do amigo, ele tentou arrombar a porta, que para sua surpresa abriu facilmente. Olhou em volta  e viu a destruição que ali se estabelecera. Percebeu que S realmente não estava em casa. Procurando por algum vestígio ou pista de onde ele poderia ter ido, pisou na sucata do celular. 

-O que Z fez com ele? -Disse horrorizado. 

Olhando para o ambiente, começou a tirar foto de tudo e mandar imediatamente para Z com a legenda: "Where is he?" Enquanto tirava as fotos e as mandava, viu a caixa. Sim, a maldita caixa. Uma olhada básica fez J perceber qual era o motivo da confusão. Pegou algumas fotos nas mãos, mas rapidamente as colocou no lugar. S era exatamente igual a Z, só que mais teimoso. Então, ele sabia exatamente onde o pobre amigo fora se refugiar. 

Longe dalí, Z e V almoçavam em uma das lojas do shopping. Mais descontraídos, eles perceberam que seria tudo mais fácil se mantessem uma amizade. Converssavam sobre viagens, lugares, comida e hotéis, até que o celular de Z começa a vibrar. Seria isso uma lerta de perigo? 

-Rapidão, V... O J me mandando mensagem... -Ainda sorrindo, abriu a primeira e logo o sorriso desvanesceu. 
-O que foi? -V também foi guardando o sorriso quando viu a expressão de Z. 
-Scott. -Encarou-a aterrorizado e lhe mostrou as fotos do celular. 
-Meu Deus, a culpa é minha! -V sentiu a respiração se tornar irregular, sentia-se uma fugitiva da CIA. 

-J?! 
-Oi, Z -J respondeu enquanto andava. 
-Ele saiu de carro?!
-Não, eu já sei onde ele tá
-Como? 
-Ele tá magoado com a Vanessa, sabe lá por quê. Com certeza deve estar naquele bar aqui perto 
-Eu sei o por quê, mas enfim. Me mantenha informado, por favor. 
-Por quê?
-Depois eu te explico. 
-Ok. 

Z desligou e viu a cara de pavor de V. Ela parecia prender o choro, segurar toda a mágoa de si mesma. E assim o fazia. Sentia nojo de si mesma pelas palavras que disse, e mais nojo ainda por não se arrepender. Sim, sim, ela não se arrependeu, nem se arrependeria. 

Quando J chegou no bar, o clima estava tranquilo. Ou melhor, um clima normal para um bar. Olhou para cada canto, procurou em cada mesa, até que sem sucesso, falou com o barman. 

-Licença, um homem loiro, alto, olhos azuis, machucado, passou por aqui? 
-Scott? 
-Sim, sim! Onde ele está? 
-Primeira porta à esquerda. -Apontou para um corredor. -Ele apagou. 
-Obrigado!

Sem demorar muito, J correu para o local indicado. Assim que abriu a porta, viu que era uma sala escura e quente, na verdade, muito abafada. Não tinha janelas, apenas um pequeno buraco na parede, que iluminava um pouco o local. Enquanto lutava ara enxergar algo, tropeçou em algo que poderia ser uma perna. Com a ajuda do celular, viu o rosto desacordado e mutilado de S. Ligou pra Z, sabendo que não conseguiria levá-lo para nenhum lugar sem um carro. 

-Achei ele. 
-E aí? 
-Ele tá apagado, cara! Não tem como eu levar ele daqui!
-Vou deixar V em casa e vou praí, onde fica? 
-Sai da casa de Scott, terceira rua a esquerda, é um bar de esquina. Quando chegar lá, procura um corredor, primeira porta à esquerda. 
-Ok, ok, estou indo. 

-O que aconteceu? -V perguntou atônita. 
-Nada. Ele está bem em um bar. -Z preferiu omitir a parte do desacordado
-E por que você precisa ir? Na verdade, por que vai me deixar em casa? 
-Porque não é um ambiente para mulheres, e J precisa de um carro. S bebeu muito. 
-Você está escondendo alguma coisa, anda, fala! -V exigia. 
-Ele está desacordado. Satisfeita? Agora, vamos! 
-Eu vou com você. 
-Não, não vai. 
-Vou sim, quem vai me impedir? -V desafiou. 
-Eu vou lhe impedir, vou te deixar aqui. 
-Pra eu armar um escândalo e sair correndo atrás do seu carro que nem uma louca? -V foi sincera e isso intimidou Z. -É tudo uma questão de marketing não é? 
-Ok, ok. Vamos, então.  

O carro, como sempre, continha o poder de acabar com os diálogos, sorrisos e conversas. Desta vez não fo idiferente. Assim que chegaram no bar, V olhou com nojo para o estabelecimento. Z estcionou nos fundos e, mesmo em um lugar onde ninguém estaria os observando, V ficou mais perto de Z, e ele colocou um braço em sua cintura. Não que isso significasse algo, era apenas por segurança. Não segurança da farsa, mas segurança de V. Uma mulher, de saia, bonita, entrando em um bar cheio de bêbados em marginais, desacompanhada não sairia dalí. Z não era de luta de livre, mas tinha feito uns anos aí de karatê. Tinha uma físico razoável, ou melhor, intimidável. 

-Tô com medo, posso voltar pro carro? -V perguntou. 
-Não se preocupe, eu estou aqui. 

Z já era acostumado com esse clima de bar, já tinha levado muita surra em lugares como esse. Quando chegaram ao corredor, Z fez com que V fosse na frente e abriu a porta pra ela. Uma luz de celular foi atirada na direção deles, isso os cegou.

-Sou eu J, para com isso! -Ficando na frente de V, barrando a luz. 
-Me ajuda aqui, vai!

V ficou na porta, apenas observando e olhando pra trás, com medo. Agora Z estava ocupado demais pra qualquer coisa. Com um braço no ombro de Z e o outro no ombro de J, S foi praticamente ou literalmente arrastado para fora do quarto escuro. 

-Vá na frente dagente. -Z disse para V. 

Quase com as pernas tremendo, V andou abrindo portas e mais portas até onde estava o carro de Z. Entrou no banco de trás, e ficou com S deitado no seu colo, alisando o cabelo dele. Z apenas deu um olhar rápido para a cena, um olhar indiferente. J sentou no banco do passageiro e foram para a mansão Efron.
No momento em que chegaram lá o celular de S tocou e um M surgiu na tela. Os três ficaram petrificados esperando a música terminar. Dois minutos depois havia uma mensagem de voz. 

-Abre! -Z falou. 
-Mas o celular é dele... -V hesitou. 
-Problema dele, pode ser importante, abre! 

Hesitando ela abriu e colocou no alto falante. O que ouviram não foi nada agradável, mas salvou a "opreação casamento".

-Olá, S. Acabei de sair da casa da vadia. Sua consciência não vai estar pesada por ter me contado a verdade. Agora eu tenho certeza: Z está pagando ela. E nem adianta vir com essa conversinha de amor, por que até eu tenho mais amor pelo meu falecido pai do que eles têm entre eles. Qual é, qualquer casal que se preze tem pelo menos algumas roupas do outro em casa. Agora vou precisar de você. Se quiser jogar na cara de Z os murros que ele lhe deu e as palavras da vadia... É só retornar. Tenho a armadilha perfeita em mãos. Beijinhos, S! 

-Ela invadiu minha casa! -V encerrou a mensagem raiva. 
-A pergunta é: como? -J perguntou-se. 
-S tinha a chave. -V confessou constrangida. 
-Você é louca?! Tá vendo agora?! Ele nunca foi confiável! -Z explodiu. 
-Antes de gritar comigo, procure saber os motivos, seu ridículo! Foi ele que arranjou esse apartamento pra mim, só que com tudo o que aconteceu não tive tempo de mandar um chaveiro. GROSSO.

Z a olhou, ainda com a expressão de raiva. V quebrou a conexão de olhares, fitando S e acariciando aquele rosto desacordado. Sem saber por que, aquele gesto só fez toda a raiva de Z aumentar.

-Presta atenção em mim, Vanessa! -Gritou.
-Você não merece minha atenção. -Ela falou, agora com raiva também.
-E esse traidor merece?
-Ele traiu você, mas tem sido sempre fiel a mim. -V não conseguiu esconder a culpa na voz.
-Ok, vocês dois. O S tá precisando de ajuda, que tal foco? -J interrompeu.
-Ele seria mais útil morto. -Z foi duro e abriu a porta do carro, não dando chance de V revidar.

Abrindo a porta do lado oposto ao de V, Z pegou S com a ajuda de J. Graças a Deus que V não tinha nenhuma arma, se não seria o fim de Z. Cada olhar mostrava o quão quebrado estava o "acordo de paz" entre os noivos.
No quarto de Z, v cuidava com pena e lágrimas de S. Cuidava de cada machucado, de cada mancha, de cada arranhão. Dócil e carinhosamente sorria, quando via aquele rosto tão lindo cada vez mais limpo. Porém o maior deles foi quando os adormecido azul começou a ressurgir. 

-Vanessa? -S sentia-se sonhando. 
-Sim, como você está? 
-Onde eu estou? -A visão ainda era um pouco embaçada e sua cabeça parecia que iria explodir. 
-Na casa de Z. -Disse sem querer dizer. 
-Claro... -Riu ironicamente, voltando a fechar os olhos pela dor. 
-Você vai ficar aqui por um tempo, pelo menos até melhorar 
-Não, não quero atrapalhar a felicidade de vocês -Disse irônico ainda de olhos fechados. 
-Scott, eu tô falando sério. Não vou repetir o que você já sabe. Você vai ficar e pronto. 
-Não tenho rabo preso com você, vou embora a hora que quiser. -As palavras saíram rápido e sua cabeça doeu mais ainda. 
-Não se não coneguir ficar em pé. -V sorriu irônicamente. 

S respirou fundo, desistindo. Ele realmente não tinha condições de sair dalí. E, apesar de tudo, agradecia a Z por ter deixado ele ficar alí, na sua cama. Provavelmente ainda estaria no bar quando acordasse, teria se metido em alguma briga ou qualquer coisa do tipo, não tinha muita certeza, não se lembrara de nada além do breu. Mesmo de olhos fechados, sentir a mão de V na sua era reconfortante, e por mais que a voz dela ajudasse para a dor piorar, de outra forma sarava seu coração. 

-Posso ficar aqui? -V perguntou a Z. 
-Não. -Z respondeu firme. 
-Por quê?! -Ela disse indignada. Até J estranhou.
-Ele pode ser a pior pessoa do mundo, mas até essas tem um limite. -V entendeu, mas não podia deixá-lo alí, sozinho. 
-Deixa... -S sussurrou, tentando cotrolar a dor de cabeça. -Deixa ela ficar. 
-Não. -Z respondeu da mesma forma, com o tom um pouco mais baixo. 
-Eu não me importo. -V não entendeu a sentença, parecia que S respondia a uma pergunta oculta. Respondia às intenções de Z.
-Eu me importo. -Z ez uma pausa. -J, fica com S que eu vou levar V em casa. 
-Eu sei ir sozinha, ok? -V disse levantando da cama. 
-Claro que sabe, mas é porque fica feio, entende? -O sarcasmo na voz de Z, deixou V louca de raiva. 
-Dane-se o bonitinho, eu vou sozinha. 

Ela pegou a bolsa e saiu do quarto. Dando uma vantagem para ela, Z saiu logo depois, andando mais rápido. V pisava forte na escada, descontava nos degraus a sua culpa, raiva e nostalgia de tudo. A sala estava movimentada, mas isso não a inibiu nem um pouco. No meio da escadaria, Z a puxou pelo braço. 

-O conselho está aí. -Z falou baixinho. Toda a atenção voltou-se para eles. 
-Todo casal briga. -V respondeu no mesmo tom, se livrando da mão de Z e continuando a descer a escada. 
-Amor, vamos conversar! -Z falou pensando "Vai embora, vai embora, não me dê ouvidos" 
-Não quero falar com você hoje, ok? Não adianta ligar! -V continuou descendo as escadas, chegando a sala falou, virando-se para Z. -Não venha atrás de mim, não estamos em Hollywood. 
-Por favor, amor. -Z olhou com cara de arrependido pra ela, com o mesmo pensamento de antes.

V apensar virou-se e deu boa tarde às pessoas da sala que ela nem sequer conhecia. Saindo pela porta, se sentiu livre para sentir todas as emoções que controlara desde a notícia de S. Ela tinha certeza que não o amava. Mas ainda era apaixonada por ele. E, ainda por cima, sua amiga. Saber que ele sofrera tanto ao ponto de ficar daquele jeito, estava a matando por dentro. Não ao ponto de ela ficar tão destruída quanto, mas ao ponto de fazê-la ter necessidade de cuidar dele. Aí entrava a raiva: a impediram de fazer isso. E, como todos os últimos motivos de raiva, Z fizera isso. Pobre V, nem quando tenta dar uma de mocinha, a deixam. 
Na mansão, Z estava com uma expressão desolada, e o conselho esperava por uma resposta dele. Olhou para os lados, para o chão e terminou de descer as escadas. Enquanto isso, Jullian fazia um sinal positivo, pensando que a briga fora intencional. 

-Desculpem-me a cena. -Fez um sorriso amarelo.
-Mas, está tudo bem entre vocês? -Janet perguntou, prevendo o fim do relacionamento. 
-Sim, está. Quer dizer, nesse momento não -Sorriu em tom de graça, fazendo com que os outros presentes também o fizessem. -Mas vai ficar, mais tarde ligo pra ela. Foi apenas uma discursão. 
-Ainda bem! -Janet comemorou. 
-É... queria lhes pedir um minuto. -Z falou. 
-Claro, não se preocupe. -Janet disse, pensando ser por conta da briga. 

Rapidamente Z subiu as escadas e abriu a porta do quarto. S estava semi-deitado, tomando uma xícara de café quente e J converssava com ele. Os dois olharam a entrada de Z. 

-O conselho está lá embaixo. 
-Eles viram a fúria de V?! -J ficou preocupado. 
-Conseguimos reverter, somos a dupla dinâmica -Riu rapidamente. S o olhou de rabo de olho. 
-A V tá se saindo super bem!
-É, ela deveria trabalhar disso. -Z riu. 
-Desde quando ela trabalha para você? -S disse, com raiva na voz. 
-Trabalha como esposa. Afinal, eu pago a ela todo mês. 
-Pra mim isso é uma prostituição de imagem. 
-Ache como quiser. -Z falou. -Bem, vou descer. Assim que terminar lá embaixo quero falar com você. -Z olhou para S que apenas assentiu. 

Fechando a porta sobre si e pensou na frase de S. Poderia até ser uma prostituição de imagem, mas se tanta gente casa por dinheiro e pelos benefícios que ele traz, mentindo não somente pro mundo, mas para si mesmos, por que não fazer isso com sinceridade ao menos entre si? 

V entrou nervosa na casa da amiga. Mal fechou a porta e viu que a mesma não estava sozinha. Aos poucos foi se aproximando da cozinha, até conseguir ver nitidamente a pessoa que ali estava. Chocou-se ao perceber que era Miley. A estava sentada na mesa da cozinha, M em pé. As duas olharam V surpresas, e isso causou um certo medo a traída V. 

-Ashley?!

Incrédula perguntou, percebendo que talvez, S não fosse de M, o único aliado. 

--x--

E aí? :O Espero que tenham gostado e mais uma vez obrigada pelo feedback! :D

ENQUETE

Você acha que V esconde alguma coisa mais do passado?

Não sei, ela é muito misteriosa. (15 votos num total de 17) 

AVISO

Well, bom feriado para vocês, eu vou para a praia, curtir a chuvinha de biquini rsrsrsrsrs. E, estou testando alguns servidores de blogs, mas até agora nenhum me agradou muito :x Me ajudem, pois realmente quero achar rápido um lugarzinho pro Smark (;

A música do player é "de" V

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Um beijo, até o próximo tweet. s2 

 

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